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Copasa vira ação preferida da XP, mas complexidade pesa sobre Equatorial

Copasa vira ação preferida da XP, mas complexidade pesa sobre Equatorial

XP mantém recomendação de compra para as duas ações, mas vê teses de investimento em momentos distintos

A presença da Equatorial (EQTL3) como acionista de referência trouxe simplicidade e clareza à tese da Copasa (CSMG3), que passou a figurar entre as ações preferidas da XP. Em sentido oposto, a própria Equatorial tem um desconto elevado, que a casa relaciona à complexidade de seu portfólio.

A Equatorial passou a deter 30% do capital da Copasa após a privatização da companhia mineira. Ao atualizar suas estimativas, a XP manteve recomendação de compra para as duas empresas e estabeleceu preços-alvo para o fim de 2027.

Copasa combina valuation, crescimento e dividendos

A XP calcula uma TIR real de 12,1% para a Copasa, mesmo após a valorização de aproximadamente 97% das ações desde o início da cobertura, em outubro de 2025.

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A casa projeta crescimento médio anual de 26% para o lucro por ação entre 2026 e 2030, acompanhado por um dividend yield médio de 13% no período.

Para a XP, esses indicadores formam uma tese direta para os investidores.

“Trata-se de uma tese de equity simples, que combina valuation atrativo, crescimento de resultados e dividendos saudáveis”, afirma a casa.

O relatório também destaca o reconhecimento anual da base de ativos regulatórios, o potencial de ganhos no modelo de despesas operacionais e a ausência de restrições ao pagamento de dividendos.

A XP estima que a Copasa encerre 2026 com uma relação entre dívida líquida e Ebitda de 2,5 vezes. Segundo a casa, essa estrutura deve permitir que a Equatorial eleve o payout da companhia em ritmo acelerado.

Na avaliação da XP, a entrada da nova acionista de referência também reduziu incertezas sobre a condução da empresa.

“A Equatorial traz simplicidade e clareza para a tese de investimento de CSMG, que agora passa a ser um de nossos nomes preferidos”, diz o relatório.

Complexidade pesa sobre a Equatorial

Para a Equatorial, a XP calcula uma TIR real de 12,7%, patamar considerado historicamente elevado. Desconsiderando as participações na Sabesp (SBSP3) e na Copasa, a taxa implícita chega a 14%.

Desde o IPO, realizado em 2006, as ações da Equatorial entregaram retorno anualizado de 16%. Nos últimos 18 a 24 meses, porém, o papel apresentou desempenho inferior ao de outras empresas do setor, apesar do crescimento dos resultados e das novas alocações de capital.

A XP relaciona essa diferença aos resgates enfrentados pela indústria de fundos, ao surgimento de alternativas como Axia, Sabesp e Copel (CPLE6), à dificuldade de valorar o portfólio da companhia e ao ceticismo sobre os retornos das distribuidoras.

Segundo a casa, a entrada da Copasa no portfólio acrescenta mais um ativo a uma estrutura que já reúne diferentes negócios e fontes de valor.

“A complexidade pode estar cobrando seu preço na precificação adequada da EQTL”, aponta a XP.

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XP mantém compra para CSMG3 e EQTL3

A XP estabeleceu preço-alvo de R$ 88,30 para as ações da Copasa no fim de 2027. Para a Equatorial, o novo preço-alvo é de R$ 61,70.

As duas avaliações utilizam um custo de capital próprio real de 10%. Apesar das diferenças entre as teses, a recomendação permanece de compra para CSMG3 e EQTL3.