A Cyrela (CYRE3) lançou R$ 5 bilhões em empreendimentos no segundo trimestre de 2026, alta de 20% em um ano e exatamente o que projetava o BTG Pactual.
As vendas líquidas, de R$ 3,47 bilhões, cresceram 6% e ficaram um pouco aquém da estimativa do banco — que, por sua vez, estava bem acima do consenso do mercado.
O saldo, para os analistas, é claramente favorável.
“Gostamos do que vimos nos números operacionais do segundo trimestre da Cyrela, já que os lançamentos foram fortes e a velocidade de vendas se recuperou de forma relevante, ainda que levemente abaixo das nossas projeções, excessivamente altas”, escreveram Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris.
Lançamentos espalhados em 20 projetos
Do total lançado, R$ 1,97 bilhão veio da alta renda (+16%), R$ 1,55 bilhão da média renda (+41%) e R$ 1,44 bilhão do Minha Casa, Minha Vida (+9%). O desempenho comercial das novidades também agradou: 32% das unidades foram vendidas ainda no trimestre.
Nas vendas, a média renda foi o destaque, com R$ 855 milhões e avanço de 22% em um ano. A baixa renda somou R$ 1,37 bilhão (+4%), enquanto a alta renda ficou estável, em R$ 1,24 bilhão. A velocidade de vendas do trimestre atingiu 17%, um ponto abaixo do que o banco esperava.
Os argumentos para seguir comprado
A recomendação de compra foi reiterada com base no histórico recente de execução.
“A companhia vem superando seus pares de média e alta renda, e a Vivaz continua com desempenho muito bom, ganhando participação dentro das operações”, apontaram Cambauva e Fabris, em referência à marca da construtora voltada ao segmento econômico.
O preço na bolsa completa a tese.
“A ação negocia a um atraente P/L de 4 vezes para 2027 e deve manter dividendos elevados daqui em diante”, calcularam os analistas do BTG.






