O BTG elevou o preço-alvo da Copasa (CSMG3) para R$ 81 por ação, incorporando a nova realidade da empresa após a privatização e a gestão pela Equatorial, conhecida pelo histórico de turnaround.
“Ajustamos nosso modelo para refletir a nova Copasa, agora sob gestão privada e com uma das operadoras mais eficientes do país à frente”, afirmam os analistas Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz.
Na avaliação do banco, a companhia passa a operar em um ambiente mais favorável, com melhores incentivos, maior disciplina de capital e potencial relevante de criação de valor ao longo dos próximos anos. A estimativa é de um retorno interno real de 11,8% para o papel.
Contratos e alavancas de valor
A transformação da Copasa ocorre em paralelo à renegociação de contratos com os municípios em que atua. Atualmente, cerca de 30% da receita já está coberta por contratos revisados, com expectativa de avanço para a maior parte da base até setembro.
“Nossa premissa central considera adesão total aos novos contratos, em linha com o modelo já estabelecido em Belo Horizonte”, dizem os analistas.
Os novos acordos trazem três principais vetores de valor: mecanismos de compartilhamento de ganhos de eficiência operacional, expansão do serviço de esgoto em localidades onde a companhia ainda não atua e alongamento dos prazos contratuais até 2073.
Dividendos e riscos no radar
Com alavancagem projetada em cerca de 2,2 vezes dívida líquida sobre EBITDA em 2026, o BTG entende que a Copasa terá espaço para distribuir 100% do lucro aos acionistas, elevando a atratividade da ação no curto prazo.
“A companhia pode se tornar rapidamente uma história de dividendos, com yield médio estimado em 7,6% entre 2026 e 2028 e potencial para alcançar dois dígitos posteriormente”, afirmam Junqueira, Gushiken e Schutz.
Apesar do cenário construtivo, o banco destaca riscos relevantes, especialmente ligados à adesão dos municípios aos novos contratos e ao ambiente político em Minas Gerais, que pode trazer volatilidade para decisões tarifárias no médio prazo.
“O principal risco está na extensão da adesão aos novos contratos, além de possíveis ruídos regulatórios decorrentes do ciclo político estadual”, concluem os analistas.






