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Iochpe-Maxion: BBI vê 2º tri fraco, mas espera virada no segundo semestre

Iochpe-Maxion: BBI vê 2º tri fraco, mas espera virada no segundo semestre

Avanço das encomendas de caminhões pesados na América do Norte é a principal aposta dos analistas para a segunda metade do ano

O Bradesco BBI cortou o preço-alvo da Iochpe-Maxion (MYPK3) para R$ 13 ao incorporar um câmbio mais apreciado e custos de capital mais altos às projeções, mas manteve a recomendação de compra para a fabricante de rodas e componentes automotivos antes da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026.

Para o período, o banco não espera brilho.

A expectativa é de mais um trimestre pressionado, com receita impactada pelo real forte e pela demanda ainda enfraquecida no segmento de veículos comerciais“, escreveram os analistas Daniel Federle e Wellington Lourenço, que ressalvam os ganhos de eficiência da companhia como sustentação de margens mais resilientes.

Sinais de virada no segundo semestre

A fraqueza de curto prazo, contudo, não contamina a leitura para o restante do ano.

“Embora os resultados do 2T26 devam permanecer relativamente fracos, enxergamos sinais encorajadores para o segundo semestre”, apontaram os analistas do BBI.

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A principal aposta está na recuperação da produção de veículos comerciais na América do Norte.

“O forte avanço das encomendas de caminhões pesados ao longo do primeiro semestre tende a beneficiar diretamente a demanda pelos produtos da companhia”, avaliaram Federle e Lourenço, que também contam com menor pressão cambial e maior alavancagem operacional para uma melhora gradual das margens.

Ação descontada e risco na Alemanha

O preço na bolsa segue como o coração da tese.

“O valuation continua sendo o principal atrativo, com a ação negociando a múltiplos bastante descontados frente aos pares do setor”, ponderaram os analistas, que destacam ainda a elevada geração de caixa da empresa.

Há, no entanto, um risco sem preço definido: a investigação da autoridade antitruste alemã sobre o mercado de rodas de alumínio para veículos de passeio, cujo impacto financeiro a própria companhia ainda não consegue estimar.

Mesmo somado à recuperação incipiente do mercado de veículos, o fator não muda a conclusão do banco, que enxerga relação favorável entre risco e retorno para o papel.