A Copasa (CSMG3) definiu em R$ 49,03 o preço por ação de sua oferta pública secundária, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira (12). O valor veio acima dos R$ 47,23 mínimos estabelecidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).
A operação movimenta aproximadamente R$ 8,39 bilhões, considerando a venda de papéis atualmente detidos pelo Estado de Minas Gerais, controlador da companhia.
A Equatorial EQTL3) ficou com a alocação prioritária exclusiva de 114.075921 ações, montante que representa 66,7% da oferta base inicial.
A definição do preço marca mais um passo relevante no processo já anunciado ao mercado desde 2024 e reforçado ao longo de 2025 e 2026, consolidando uma das maiores ofertas recentes no setor de saneamento no Brasil. A transação não envolve emissão de novas ações, mas sim a alienação de participação acionária existente.
Estrutura da oferta e investidor de referência
Como parte da operação, 114,1 milhões de ações foram alocadas à Gerais Saneamento, ligada ao grupo Equatorial, que atua como investidor de referência da oferta. O movimento sinaliza interesse estratégico no ativo e contribui para dar suporte à precificação.
A operação é coordenada por um sindicato de instituições financeiras liderado pelo Banco BTG Pactual, com participação de Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS. Também há esforços de distribuição no exterior, direcionados a investidores institucionais nos Estados Unidos e em outros mercados.
Negociação começa na próxima semana
As ações objeto da oferta passam a ser negociadas na B3 a partir de 15 de junho, com liquidação financeira prevista para o dia seguinte, 16 de junho. A expectativa é de que a operação contribua para ampliar a liquidez do papel e diversificar a base acionária da companhia.
Além disso, foi formalizado um novo acordo de acionistas envolvendo o Estado de Minas Gerais, o investidor de referência e a própria companhia, estabelecendo diretrizes para governança após a conclusão da oferta.
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