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Equatorial: Fitch revisa perspectiva de rating de subsidiárias para negativa

Equatorial: Fitch revisa perspectiva de rating de subsidiárias para negativa

A decisão ocorre em meio à estratégia de expansão do grupo, que passa a incorporar ativos de saneamento

A Fitch Ratings revisou a perspectiva dos ratings das principais subsidiárias da Equatorial (EQTL3) para negativa, mantendo, porém, as classificações de crédito, em um movimento que reflete o aumento esperado da alavancagem após a aquisição de participação na Copasa, mostra um comunicado divulgado nesta quinta-feira (18).

A decisão ocorre em meio à estratégia de expansão do grupo, que passa a incorporar ativos de saneamento, ao mesmo tempo em que mantém elevados investimentos em distribuição de energia, pressionando a geração de caixa no curto e médio prazo.

Apesar da mudança de perspectiva, a agência destaca que o grupo mantém fundamentos operacionais robustos, com forte presença no segmento de distribuição e elevada previsibilidade de receitas.

Aquisição eleva alavancagem e pressiona rating

A revisão da perspectiva está diretamente ligada ao impacto financeiro da aquisição de 30% da Copasa, estimada em R$ 5,6 bilhões e majoritariamente financiada por dívida.

Segundo os analistas Lucas Rios, Wellington Senter e Mauro Storino, “a alavancagem líquida ajustada deve ultrapassar ligeiramente o teto de rebaixamento, atingindo cerca de 4,8 vezes em 2026”, refletindo a nova estrutura de capital após a transação.

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A Fitch projeta que os indicadores de endividamento permanecerão pressionados ao longo de 2027, enquanto a cobertura de juros deve seguir relativamente limitada. Nesse contexto, “o aumento da dívida para financiar a aquisição é o principal fator por trás da revisão da perspectiva”, afirmam.

Investimentos elevados mantêm fluxo de caixa negativo

Outro ponto de atenção é a continuidade de fluxos de caixa livres negativos, em função do forte ciclo de investimentos da companhia.

De acordo com os analistas, “o aumento dos investimentos nas redes de distribuição deve manter o fluxo de caixa livre negativo até pelo menos 2028”, mesmo com crescimento relevante do EBITDA.

A Fitch estima necessidade anual elevada de capex, o que, combinado com eventuais dividendos e despesas financeiras, tende a consumir a geração operacional no período.

Além disso, a performance mais fraca dos ativos de geração renovável também pressiona os resultados.

“Os cortes de geração e a exposição ao mercado de curto prazo seguem impactando negativamente o desempenho das usinas”, destacam os analistas.

Perfil operacional sustenta ratings atuais

Apesar das pressões financeiras, a agência destaca que o perfil de negócios da Equatorial segue como um ponto de suporte importante para os ratings.

A companhia mantém forte diversificação de ativos e elevada previsibilidade de receitas, especialmente no segmento de distribuição, que responde pela maior parte do EBITDA consolidado.

Segundo os analistas, “a qualidade dos ativos e a integração operacional entre as subsidiárias sustentam a avaliação de crédito em níveis elevados”, com incentivos claros para suporte entre as empresas do grupo.

A aquisição da Copasa (CSMG3) também é vista como positiva do ponto de vista estratégico, ao adicionar um ativo com perfil resiliente e previsível, ainda que com impacto relevante na alavancagem no curto prazo.

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