A Equatorial (EQTL3) — por meio de sua subsidiária Gerais Saneamento — foi definida como investidora de referência finalista no processo de oferta pública de distribuição secundária de ações da Copasa (CSMG3) nesta quarta-feira (3), ao preço de R$ 49,03 por ação. O montante ficaria em R$ 5,59 bilhões.
No entanto, a empresa manifestou interesse em uma eventual alocação adicional de até 48 milhões de ações remanescentes da oferta profissional, o que elevou o valor total a R$ 7,94 bilhões.
As ações da Copasa dispararam 13,34% nesta quarta-feira, a R$ 60. O valor proposto pela Equatorial supera o preço mínimo de R$ 47,23 por papel, estabelecido na semana passada.
A oferta é coordenada pelo BTG Pactual (líder), com participação do Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB. O governo mineiro informou que não houve potenciais investidores com o segundo maior investimento por ação, e a oferta de privatização seguirá o rito com investidor de referência finalista.
A privatização da Copasa foi desenhada em semelhança ao da operação realizada com a Sabesp.
Itaúsa
Em outro comunicado, a Itaúsa (ITSA3; ITSA4) informou que decidiu, em conjunto com os demais acionistas da Livorno (controladores da Aegea Saneamento, Itaúsa, Equipav e fundo soberano de Singapura, GIC), não apresentar nova proposta no âmbito do processo de seleção do Investidor de Referência para a aquisição de ações representativas de 30% do capital total da Copasa.
“A decisão está alinhada ao compromisso da Itaúsa com a disciplina na alocação de capital e com a
contínua criação de valor sustentável aos acionistas, investidas e à sociedade”, descreveu a holding.
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