O Tesouro Nacional deve adotar uma postura conservadora no leilão de títulos públicos desta terça-feira, em meio ao aumento da volatilidade nos mercados internacionais provocado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A avaliação é da BGC Liquidez, que prevê uma oferta reduzida de títulos atrelados à inflação (NTN-Bs) e de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs).
Segundo o economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, o ambiente externo continua desafiador após a intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã. Os ataques entre os dois países, os reflexos sobre outras nações do Golfo Pérsico e a valorização do petróleo, que voltou a ser negociado próximo de US$ 80 por barril, aumentaram a aversão ao risco entre os investidores.
Na avaliação da instituição, esse cenário também reduz o apetite por ativos brasileiros, levando o Tesouro Nacional a manter uma estratégia mais cautelosa nas emissões de dívida pública.
Oferta de títulos indexados à inflação deve confirmar programação
A expectativa da BGC é de que a oferta de NTN-Bs, títulos do Tesouro Direto indexados à inflação, fique no piso da programação, com a emissão de 50 mil papéis para cada vencimento ofertado.
Para as LFTs, títulos pós-fixados atrelados à taxa Selic, a projeção é de uma oferta de 1,25 milhão de papéis.
Os leilões de títulos públicos são acompanhados de perto pelo mercado financeiro por fornecerem sinais sobre a demanda dos investidores, as condições de financiamento da dívida pública e o comportamento das taxas de juros. Em momentos de maior incerteza internacional, o Tesouro costuma ajustar o volume ofertado para preservar a eficiência das emissões e evitar custos mais elevados de captação.
Nesta segunda-feira (13), o Tesouro Direto operou sem direção única nas taxas dos títulos públicos, em uma sessão marcada pela alta dos juros futuros e pela piora do apetite a risco no exterior.
O destaque ficou com o Tesouro IPCA+ 2032, que caiu de IPCA + 8,09% na sexta-feira (10) para IPCA + 8,08% ao ano nesta segunda-feira, ainda refletindo o alívio gerado pelo IPCA abaixo do esperado.
Apesar disso, os títulos prefixados voltaram a subir, acompanhando a abertura dos DIs. O Tesouro Prefixado 2029 passou de 14,04% para 14,08% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 avançou de 14,34% para 14,36%. Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,38% para 14,36%.
Leia também:






