O Bradesco BBI promoveu duas alterações em sua carteira recomendada de Small Caps para maio. O banco de investimentos retirou os papéis da Cury (CURY3) e da Hypera (HYPE3), substituindo-os pelas ações da Copasa (CSMG3) e da Pague Menos (PGMN3).
O portfólio mantém pesos equivalentes de 20% entre os cinco ativos selecionados, com beta agregado próximo a um.
A retirada da Cury ocorre devido à pressão de custos no setor de construção, que vem deteriorando o sentimento do mercado em relação aos players do segmento de baixa renda.
Já a substituição da Hypera pela Pague Menos tem caráter tático, ligada às expectativas dos analistas para a temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026.
Carteira Small Caps do Bradesco BBI: Privatização puxa Copasa
A inclusão da Copasa na carteira do BBI está ancorada no avanço do processo de privatização da companhia mineira, que ganhou tração com a assinatura da prorrogação do contrato de concessão de Belo Horizonte até 2073.
A recomendação do Bradesco BBI para o ativo é neutra, com preço-alvo de R$ 61 e múltiplo P/L de 16,1 vezes para 2026.
“O avanço institucional, a redução de risco regulatório e a clareza dos mecanismos de remuneração reforçam o caráter de assimetria positiva da tese, com a privatização permanecendo como o principal gatilho de reprecificação do ativo no curto e médio prazo”, afirma o relatório.
A permanência da JSL (JSLG3) no portfólio foi sustentada pela assimetria favorável da tese no nível micro, mesmo com o pano de fundo macroeconômico mais desafiador em razão das tensões no Oriente Médio.
O preço-alvo é R$ 17, com P/L de 8,9 vezes para 2026 e EV/Ebitda de 4,3 vezes, além de yield estimado em 13% para o ano.
“A evolução do ROIC e a resiliência da geração de caixa reforçam que o foco em crescer com qualidade permanece intacto”, destaca a equipe do Bradesco BBI.
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Pague Menos e SmartFit
A entrada da Pague Menos é sustentada pelo momento operacional positivo e valuation atrativo, posicionando o ativo entre as top picks do banco para o setor. A expectativa é de crescimento próximo a 35% no Ebitda do primeiro trimestre, mesmo com desaceleração de receita de 15% em base anual, em função da base comparativa mais forte e do menor impulso das vendas das canetas de emagrecimento da classe GLP-1 e do programa Farmácia Popular.
O preço-alvo da companhia é de R$ 8,50, com P/L de 10,5 vezes para 2026.
“Vemos opcionalidade adicional a partir de 2027 com a entrada de genéricos de semaglutida, elevando margem bruta dado o diferencial de margem entre genéricos e medicamentos de referência”, projeta o Bradesco BBI.
A SLC Agrícola (SLCE3) permanece na carteira com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 20,00. O racional para a manutenção está vinculado ao ambiente geopolítico mais volátil, que tende a sustentar preços mais elevados para commodities agrícolas e elevar a probabilidade de consolidação no setor no médio prazo.
A SmartFit (SMFT3) fecha o portfólio com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 32,00. A tese se apoia em crescimento, rentabilidade e potencial de expansão na América Latina, com vendas de 2025 cerca de 2,5 vezes superiores às de 2022 e estimativa de nova duplicação em quatro a cinco anos.
A carteira de small caps do Bradesco BBI se distribui em cinco setores (saneamento, logística, saúde, agronegócio e varejo), com volumes médios diários de negociação que variam entre R$ 11 milhões (JSL) e R$ 192 milhões (Copasa). As recomendações combinam três posições de compra, em JSLG3, PGMN3 e SMFT3, e duas posições neutras, em CSMG3 e SLCE3.






