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Ações da Marcopolo disparam mais de 3%; entenda

Ações da Marcopolo disparam mais de 3%; entenda

Por trás dessa alta, pode estar uma lei aprovada pela Câmara dos Deputados de um marco legal para o transporte público urbano

As ações da Marcopolo (POMO4) disparam mais de 3% nesta quinta-feira (14), sendo negociadas a R$ 6,10, aproximadamente. De um ano para cá, os papéis da fabricante de carrocerias de ônibus também têm valorização: a alta acumulada é de aproximadamente 4%.

Por trás dessa alta, pode estar uma lei aprovada pela Câmara dos Deputados de um marco legal para o transporte público urbano. A proposta amplia os mecanismos de financiamento e separa a tarifa cobrada aos passageiros da remuneração do operador. O texto já passou pelo Senado e agora segue para sanção presidencial.

Relatório do Bradesco BBI viu essa medida com benéfica para a Marcopolo, mas ainda sem impacto nas estimativas e com um pequeno impacto positivo no preço das ações da companhia.

“Vemos a expansão e renovação da frota como uma consequência natural do novo ambiente regulatório, pois fortalece a capacidade dos operadores de planejar capex (investimentos) de longo prazo e acessar subsídios e financiamentos em melhores condições”, ressaltou o BBI.

Modo de espera

O relatório diz ainda que o setor esteve em modo de espera para ver antes da aprovação deste projeto, com vendas urbanas caindo 5% em relação ao ano anterior nos primeiros quatro meses do ano.

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“Além disso, os incentivos do quadro para alternativas não diesel devem suportar volumes maiores de ônibus elétricos, que têm um preço médio de venda significativamente maior em comparação com as unidades convencionais a diesel”, observou trecho do relatório.

Para a casa de análise, o novo quadro de transporte público introduz uma mudança estrutural para os operadores ao desvincular a receita do número de passageiros e vincular a remuneração à qualidade do serviço e aos indicadores de desempenho, ao mesmo tempo em que transfere totalmente o custo das isenções de tarifas para o governo.

“Por fim, apoia a adoção de tecnologias mais limpas ao reconhecer créditos de carbono e incentivar metas de transição energética em contratos de concessão, criando apoio adicional orientado por políticas para a implantação de ônibus elétricos”, completa o relatório.

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