A Usiminas (USIM5) acumula forte valorização no ano e já reflete boa parte da melhora esperada para os próximos períodos, segundo avaliação do Bradesco BBI. O banco elevou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 6 para R$ 10, mas afirma que o movimento recente das ações antecipou a recuperação operacional projetada.
Na visão dos analistas, o papel passou a negociar em um nível que já incorpora reajustes de preços do aço e parte da melhora de resultados, reduzindo o potencial de alta adicional. Ainda assim, o cenário segue influenciado por custos elevados e demanda doméstica mais fraca.
Margens pressionadas e caixa limitado ainda pesam na tese da Usiminas
O Bradesco BBI avalia que o equilíbrio entre risco e retorno em Usiminas ficou menos atrativo. Mesmo com aumento de 24% na estimativa de EBITDA para 2026, para R$ 2,9 bilhões, o banco destaca geração de caixa limitada e múltiplo de cerca de 4,7x EV/EBITDA.
Em relatório, os analistas afirmam que “o forte movimento recente das ações já incorpora a melhora de perspectivas para 2026 e os reajustes de preços implementados entre abril e junho”.
O banco também aponta pressão de custos, especialmente de matérias-primas como carvão e coque, além de defasagem no repasse de preços. A demanda doméstica mais fraca também pode limitar margens.
Segundo o Bradesco BBI, uma visão mais positiva dependeria de uma aceleração adicional dos preços do aço, melhora mais consistente da demanda doméstica e execução operacional acima do esperado pela companhia.






