Os dados prévios da Marcopolo (POMO4) não empolgam o mercado para a temporada de resultados do primeiro trimestre do ano. Com relação aos dados prévios, análise do banco BTG Pactual avalia que, no geral, os volumes de produção do primeiro trimestre devem ter sido os mais fracos do ano em termos sazonais, refletindo o impacto de paralisações, feriados, efeitos de calendário e demanda ainda pressionada em meio a juros elevados.
“Esperamos que a Marcopolo entregue um primeiro trimestre fraco (embora já antecipado), refletindo a sazonalidade típica do período. O trimestre costuma ser impactado por efeitos remanescentes das festas de fim de ano e paralisações de fábricas”, diz trecho do relatório do banco.
O banco de investimentos acredita que isso deve se refletir nos resultados da Marcopolo no 1ºTRI, e que tais números podem não fornecer uma base particularmente convincente para uma visão mais otimista sobre o papel.
Dados prévios
A FABUS divulgou os dados de produção de carrocerias de ônibus de março, mostrando melhora nas taxas de crescimento anual e mensal. Segundo o relatório do banco BTG, isso foi impulsionado principalmente por efeitos de calendário, já que a semana do feriado de Carnaval ocorreu em fevereiro neste ano (contra março no ano anterior). Como resultado, isso gerou bases de comparação mais fracas tanto na comparação anual quanto mensal.
Além disso, o segmento rodoviário ainda representa uma participação relativamente baixa no início do ano, enquanto, pelo lado positivo, os micro-ônibus permaneceram resilientes (provavelmente sustentados pelos volumes do CdE e do Ministério da Saúde). Ainda assim, o crescimento das exportações pareceu mais moderado, considerando que o ano passado foi apoiado por um desempenho mais forte nesse segmento.
Em março, o mix geral da POMO permaneceu inclinado para ônibus urbanos, micro e minibuses, enquanto o segmento rodoviário continuou com exposição limitada. Segundo nossas estimativas, o mix consolidado foi de 16% urbanos (vs. 10% em fevereiro), 26% rodoviários (vs. 29% em fevereiro) e 58% micro e minibuses (vs. 61% em fevereiro).
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