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Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2032 volta a 8,40% e se aproxima de máxima recente

Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2032 volta a 8,40% e se aproxima de máxima recente

Título atrelado à inflação volta a ganhar prêmio e se aproxima dos recordes recentes, mesmo com juros futuros em queda e liquidez reduzida

O Tesouro Direto hoje (3) opera com nova pressão nos títulos atrelados à inflação, mesmo em um dia de queda dos juros futuros e liquidez reduzida pelo feriado nos Estados Unidos. O destaque ficou com o Tesouro IPCA+ 2032, que subiu de IPCA + 8,35% para IPCA + 8,40% ao ano e voltou a se aproximar dos recordes recentes, na casa de 8,55%.

A alta do juro real reforça o interesse dos investidores por papéis atrelados à inflação. No primeiro semestre, as compras de Tesouro IPCA+ dispararam mais de 70%, acompanhando a escalada das taxas reais para níveis raros na série dos títulos públicos.

Nos prefixados, o quadro foi mais lateral. O Tesouro Prefixado 2029 avançou de 14,33% para 14,36% ao ano, enquanto o Prefixado 2032 passou de 14,55% para 14,59%. Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 ficou estável em 14,55%.

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IPCA+ 2032 volta a 8,40%

Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 foi novamente o principal ponto de atenção. A taxa passou de IPCA + 8,35% na quinta-feira (2) para IPCA + 8,40% nesta sexta-feira.

O patamar segue elevado e voltou a chamar atenção por se aproximar dos recordes recentes. Nas últimas semanas, o papel chegou a negociar na região de IPCA + 8,55%, em meio à piora na percepção fiscal, à abertura da curva de juros e à cautela com o cenário de inflação.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 também subiu, passando de IPCA + 8,05% para IPCA + 8,09% ao ano. O papel segue acima da marca de 8%, reforçando a pressão sobre os vencimentos intermediários indexados à inflação.

Nos prazos mais longos, o IPCA+ 2040 avançou de IPCA + 7,76% para IPCA + 7,77%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu de IPCA + 7,72% para IPCA + 7,73%. Já o IPCA+ 2050 permaneceu em IPCA + 7,38%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 ficou estável em IPCA + 7,57%.

Para novos aportes, os juros reais mais altos ampliam a remuneração contratada acima da inflação. Para quem já tem esses papéis na carteira, porém, a alta das taxas tende a pressionar os preços no curto prazo.

Procura por Tesouro IPCA+ cresce com juro real alto

A escalada das taxas reais também tem reflexo direto na demanda dos investidores. As compras de Tesouro IPCA+ dispararam mais de 70% no primeiro semestre, em meio ao avanço dos juros oferecidos pelos títulos de inflação.

A busca pelos papéis acompanha a percepção de que o juro real voltou a níveis pouco comuns. Esse cenário costuma atrair investidores interessados em travar uma remuneração elevada acima da inflação, especialmente em vencimentos intermediários como o IPCA+ 2032.

O crescimento da demanda, porém, não elimina os riscos de marcação a mercado. Em títulos IPCA+, a rentabilidade contratada vale para quem carrega o papel até o vencimento. Antes disso, o preço pode oscilar bastante conforme as taxas sobem ou caem.

Prefixados ficam sem grande direção

Nos prefixados, as variações foram mais contidas. O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 14,33% para 14,36% ao ano. O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,55% para 14,59%.

Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 ficou estável em 14,55% ao ano.

A leitura mostra que, embora os prefixados ainda operem em patamar elevado, o destaque do dia ficou mesmo nos títulos atrelados à inflação. O Prefixado 2029 segue acima da Selic, atualmente em 14,25% ao ano, mas não foi o principal vetor da pauta nesta sexta-feira.

DIs recuam em dia de liquidez menor

A alta de parte das taxas do Tesouro Direto ocorreu mesmo com os juros futuros em queda ao longo da curva. O mercado local operava com liquidez reduzida por causa do feriado de Independência nos Estados Unidos, que fechou os mercados americanos.

No Brasil, o Ibovespa subia aos 174 mil pontos, enquanto o dólar comercial recuava para a região de R$ 5,17. Os juros futuros também cediam, em um pregão sem a referência direta de Wall Street.

A agenda doméstica trouxe dados mistos. A produção industrial caiu 0,2% em maio, interrompendo uma sequência de quatro meses de alta e frustrando projeções. Por outro lado, o PMI de serviços mostrou expansão mais forte em junho, com recuperação da demanda.

Esse pano de fundo ajuda a explicar a leitura ainda cautelosa da renda fixa. Mesmo com DIs em baixa no intradiário, os títulos IPCA+ continuam carregando prêmio elevado, especialmente nos vencimentos de 2032 e 2037.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 11h54:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,36% ao ano (+0,03 p.p.)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,59% ao ano (+0,04 p.p.)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,55% ao ano (estável)

Atrelado à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,40% (+0,05 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 8,09% (+0,04 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,77% (+0,01 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,73% (+0,01 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,38% (estável)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,57% (estável)