O Tesouro Direto hoje (11) opera com queda nas taxas dos principais títulos públicos, após a forte pressão dos últimos pregões. O destaque ficou com o Tesouro Prefixado 2029, que voltou para 14,71% ao ano depois de encostar em 15% na véspera.
Por volta das 13h16, o Prefixado 2029 caía de 14,99% na quarta-feira para 14,71% ao ano. O Tesouro IPCA+ 2032 também recuava, passando de IPCA + 8,37% para IPCA + 8,25%.
Tesouro Direto: DIs recuam
A queda das taxas acontece em uma sessão de alívio nos juros futuros brasileiros. O movimento ocorre mesmo com dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos acima do esperado e novas ameaças de Donald Trump contra o Irã.
No mercado local, o dólar comercial caía cerca de 0,55%, enquanto o Ibovespa oscilava perto da estabilidade. Os juros futuros recuavam em praticamente toda a curva, devolvendo parte da alta recente.
Nos DIs, o contrato para janeiro de 2029 caía de 14,97% para 14,70%. O vencimento para janeiro de 2032 recuava de 14,745% para 14,61%, enquanto o contrato para janeiro de 2037 passava de 14,615% para 14,515%.
O alívio na curva ocorre após dias de pressão provocada por inflação americana, alta do petróleo, incerteza geopolítica e maior percepção de juros elevados por mais tempo.
PPI e serviços no radar
O principal dado externo do dia veio dos Estados Unidos. O PPI, índice de preços ao produtor, subiu 1,1% em maio e 6,5% em 12 meses, acima do esperado pelo mercado.
A leitura reforça a preocupação com pressões inflacionárias na cadeia produtiva americana, principalmente em energia, e mantém o Federal Reserve em postura cautelosa. Ainda assim, no Brasil, os DIs recuaram, em parte como correção depois da forte abertura recente.
Na agenda doméstica, o setor de serviços também chamou atenção. A atividade cresceu bem mais que o esperado em abril, reforçando a leitura de economia resiliente. Esse ponto segue relevante porque serviços são um dos componentes mais sensíveis à demanda e acompanhados de perto pelo Banco Central.
IPCA+ devolve prêmio
A queda também apareceu nos títulos atrelados à inflação. O IPCA+ 2032 recuou para IPCA + 8,25%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 caiu de IPCA + 7,98% para IPCA + 7,86%.
Nos vencimentos longos, o IPCA+ 2040 passou de IPCA + 7,68% para IPCA + 7,56%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 caiu de IPCA + 7,71% para IPCA + 7,60%, e o IPCA+ 2050 recuou de IPCA + 7,37% para IPCA + 7,19%.
Mesmo com a queda do dia, os juros reais seguem em patamares elevados. O IPCA+ 2032 continua acima de 8% ao ano, enquanto os vencimentos mais longos permanecem acima de IPCA + 7%.
Prefixado 2029 cai
Entre os prefixados, o maior movimento ficou com o Prefixado 2029, que saiu de 14,99% para 14,71% ao ano. O Prefixado 2032 caiu de 14,85% para 14,68%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,74% para 14,62%.
A queda afasta, ao menos por enquanto, o risco de rompimento da marca de 15% no Prefixado 2029. Ainda assim, as taxas seguem altas e refletem um mercado que continua exigindo prêmio relevante para carregar títulos públicos.
No Tesouro Selic 2031, a taxa ficou estável em Selic + 0,0743%. O Tesouro Reserva 2036 seguia com rendimento atrelado à Selic e liquidez diária.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, às 13h16:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,71% ao ano (-0,28 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,68% ao ano (-0,17 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,62% ao ano (-0,12 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0743% (estável)
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,25% (-0,12 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,86% (-0,12 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,56% (-0,12 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,60% (-0,11 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,19% (-0,18 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,43% (-0,14 p.p.)






