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Tesouro IPCA+ 2037 supera 8% ao ano pela 1ª vez com pesquisa eleitoral no radar

Tesouro IPCA+ 2037 supera 8% ao ano pela 1ª vez com pesquisa eleitoral no radar

Título com juros semestrais se junta ao IPCA+ 2032 entre os papéis públicos que oferecem retorno real acima desse patamar

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 atingiu 8,00% ao ano pela primeira vez nesta quarta-feira (1º), em nova rodada de alta das taxas dos títulos públicos. Na véspera, o papel era negociado a 7,90%.

Com a alta, o título se junta ao Tesouro IPCA+ 2032, que também opera acima da barreira dos 8% ao ano. O vencimento mais curto entre os papéis indexados à inflação avançou para 8,27%, mantendo a maior taxa real disponível na plataforma.

IPCA+ 2037 amplia lista de títulos acima de 8%

A alta das taxas reforça a atratividade dos juros reais no Tesouro Direto, mas também reflete um ambiente de maior cautela no mercado local. Além do IPCA+ 2032 e do IPCA+ 2037 com juros semestrais, outros papéis corrigidos pela inflação também subiram.

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O Tesouro IPCA+ 2040 avançou para 7,72% ao ano, enquanto o IPCA+ 2050 foi a 7,41%. Já o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou a oferecer 7,56% ao ano.

O aumento das taxas significa que o mercado passou a exigir um retorno maior para comprar títulos de prazo mais longo. Para quem investe, isso eleva o potencial de rendimento real, mas também amplia a volatilidade dos preços dos papéis no curto prazo.

Prefixados também sobem, mas em ritmo menor

Nos títulos prefixados, as taxas também avançaram, embora de forma mais moderada. O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 14,07% ao ano na terça-feira para 14,14% nesta quarta.

O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,26% para 14,35% ao ano. Esses papéis tendem a reagir à percepção dos investidores sobre inflação, juros futuros, risco fiscal e cenário político.

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Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg reforça cautela no mercado

A nova alta nas taxas dos títulos públicos ocorreu em um dia de maior cautela com os ativos brasileiros, após a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento mostrou Lula com 48,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 42,3%.

A leitura no mercado é que a aproximação do calendário eleitoral pode elevar a volatilidade dos ativos domésticos no segundo semestre, especialmente diante das dúvidas sobre a condução da política fiscal. Nesta quarta-feira, o Ibovespa recuava cerca de 1%, enquanto o dólar avançava frente ao real.