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Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2037 passa de 8% e prefixados sobem forte

Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2037 passa de 8% e prefixados sobem forte

Taxas dos títulos públicos sobem com avanço dos DIs, levando o IPCA+ 2037 de volta para acima de 8% ao ano

O Tesouro Direto hoje (2) opera com alta nas taxas dos principais títulos públicos, acompanhando o avanço dos juros futuros. O destaque ficou com o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037, que passou de IPCA + 7,95% para IPCA + 8,05% ao ano e voltou a superar a marca de 8%.

A pressão também apareceu nos prefixados. O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 14,13% para 14,33% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 avançou de 14,32% para 14,55%. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi de 14,33% para 14,55%.

A alta ocorre mesmo em um dia de melhora do apetite a risco no mercado local. O Ibovespa operava em alta, na região dos 172 mil pontos, enquanto o dólar comercial ficava perto da estabilidade, na casa de R$ 5,19. O alívio no câmbio, porém, não impediu a abertura da curva de juros.

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Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2037 supera 8%

Entre os títulos atrelados à inflação, a alta foi generalizada. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,24% para IPCA + 8,35% ao ano, voltando a ganhar prêmio após o recuo observado na véspera.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 teve o movimento mais simbólico do dia, ao subir de IPCA + 7,95% para IPCA + 8,05% ao ano. O papel vinha se aproximando da marca de 8% nos últimos pregões e agora voltou a ultrapassar esse nível.

Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ 2040 avançou de IPCA + 7,66% para IPCA + 7,76%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu de IPCA + 7,66% para IPCA + 7,72%. O IPCA+ 2050 foi de IPCA + 7,36% para IPCA + 7,38%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,52% para IPCA + 7,57%.

Para novos aportes, a alta das taxas eleva a remuneração real oferecida pelos papéis. Para quem já tem esses títulos na carteira, porém, a abertura dos juros tende a pressionar os preços no curto prazo.

Prefixados voltam a ganhar prêmio

Nos prefixados, a alta foi ainda mais forte na comparação com quarta-feira. O Tesouro Prefixado 2029 subiu 0,20 ponto percentual, de 14,13% para 14,33% ao ano. Com isso, o papel voltou a pagar acima da Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

O Tesouro Prefixado 2032 avançou 0,23 ponto percentual, de 14,32% para 14,55% ao ano. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 também foi a 14,55%, alta de 0,22 ponto percentual em relação à véspera.

A reprecificação mostra que o mercado voltou a exigir prêmio maior nos papéis prefixados, mesmo após dados mais fracos de emprego nos Estados Unidos reduzirem parte das apostas em uma alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.

DIs sobem apesar de payroll mais fraco nos EUA

A curva de juros futuros também operava em alta. O DI para janeiro de 2029 passou de 14,235% para 14,335%. O contrato para janeiro de 2032 avançou de 14,35% para 14,465%.

No vencimento mais longo, o DI para janeiro de 2037 subiu de 14,295% para 14,39%.

Nos Estados Unidos, o payroll de junho mostrou criação de 57 mil vagas fora do setor agrícola, abaixo da expectativa de 114 mil. O número reduziu parte das apostas de alta de juros pelo Fed ainda em julho, mas não foi suficiente para aliviar a curva brasileira.

A taxa de desemprego americana caiu para 4,2%, abaixo dos 4,3% esperados, o que manteve a leitura de que o mercado de trabalho segue resiliente. Com isso, investidores continuam atentos à inflação e à possibilidade de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos.

Mercado local tem alívio na Bolsa, mas juros pressionam

No mercado brasileiro, o Ibovespa subia na região dos 172 mil pontos, apoiado por dados de emprego mais fracos nos Estados Unidos e pela melhora de parte das ações ligadas a bancos, commodities e consumo. O dólar comercial operava perto de R$ 5,19, com leve queda.

Apesar desse pano de fundo mais favorável para ativos de risco, os juros futuros avançavam. A combinação entre incerteza fiscal, inflação ainda resistente e cautela com a política monetária nos Estados Unidos manteve pressão sobre os títulos públicos.

Também seguia no radar a entrada de capital estrangeiro na B3. No primeiro semestre, investidores estrangeiros trouxeram R$ 33,8 bilhões para a Bolsa brasileira, embora junho tenha registrado saída de R$ 7,8 bilhões.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 13h07:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,33% ao ano (+0,20 p.p.)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,55% ao ano (+0,23 p.p.)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,55% ao ano (+0,22 p.p.)

Atrelado à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0742%
  • Tesouro Reserva 2036: Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,35% (+0,11 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 8,05% (+0,10 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,76% (+0,10 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,72% (+0,06 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,38% (+0,02 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,57% (+0,05 p.p.)