O Brasil ficou em 65º no ranking de sustentabilidade dos regimes públicos de previdência, num estudo realizado pela seguradora alemã Allianz em 75 países. Os dados analisados pela empresa mostram a importância de se pensar em planos de previdência privada que possam complementar a renda de quem deseja se aposentar sem reduzir o padrão de vida e sem depender dos pagamentos do Estad.
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Os dados foram publicados nesta semana no jornal Valor Econômico. Para analisar os sistemas previdenciários, a Allianz criou um índice próprio baseado em 40 parâmetros, com notas em valor descrente, de 1 (muito bom) a 7 (muito ruim).
O Brasil caiu de 4 0 pontos em 2020, na 43ª posição, para 4,3 neste ano, ficando à frente apenas de Romênia, Tunísia, Emirados Árabes, Laos, Uzbequistão, Arábia Saudita, Marrocos, Líbano e Sri Lanka entre os países analisados. A Dinamarca liderou o ranking dos regimes mais sustentáveis, seguida por Holanda, Suécia, Nova Zelândia e Estados Unidos.
Vale lembrar que o Brasil passou por nada menos que sete reformas no regime previdenciário nos últimos 30 anos, em 1993, 1198, 2003, 2006, 2012, 2015 e 2019. O relatório da Allianz aponta que as mudanças, que vêm elevando a idade mínima e o tempo necessário de contribuição para a aposentadoria, ainda são insuficientes para garantir a sustentabilidade do sistema no médio e longo prazo.
Além disso, embora o sistema brasileiro seja avaliado como “generoso” pela empresa, o fato é que as seguidas reformas, do ponto de vista do contribuinte, tornaram cada vez mais difícil alcançar o teto salarial do INSS, calcular de forma segura o tempo necessário para se aposentar e projetar qual será a renda quando isso acontecer.
É por isso que apresentamos abaixo a importância de buscar um complemento de renda e como os planos de aposentadoria privada podem ser uma solução para esse problema.
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Previdência privada: como funciona o regime público
Hoje, no Brasil, quem tem um emprego registrado no formato CLT contribui compulsoriamente para a Previdência Social, com descontos que vão de 7,5% a 14% do salário bruto, a partir de faixas salariais, até o limite de R$ 642,34.
Proprietários de empresas e trabalhadores autônomos também podem contribuir, com quantias que vão de R$ 264 (20% do salário mínimo) ao teto de R$ 642,34. As pessoas que abrem MEI contribuem com 5% do salário mínimo (hoje, R$ 66). Esse dinheiro vai para a conta do INSS, que recebe ainda a contribuição previdenciária paga pelas empresas, no valor de 20% sobre a folha de pagamento.
Com esse dinheiro o governo paga as aposentadorias, que vão de um salário mínimo ao teto, desde janeiro de 2023 estabelecido em R$ 7.507,49.
E, se você tem a impressão de que seus pais e avós puderam se aposentar mais jovens do que você pretende deixar o trabalho, sim, você está certo: todas as reformas acima, realizadas com o objetivo de aumentar a arrecadação, levam em conta o aumento da expectativa de vida do brasileiro e resultam, consequentemente, no aumento do tempo de contribuição e da idade mínima para que o trabalhador possa se aposentar.
O Censo de 2022, divulgado em junho, mostra que esse fenômeno tende a se complicar porque, como a população está crescendo num ritmo menor do que se projetava e o regime previdenciário depende dos trabalhadores da ativa para bancar os aposentados, a conta tende a ficar ainda mais desequilibrada.
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Previdência privada: por que ela pode ajudar
Dados do IBGE (Instituto Brasiliero de Geografia e Estatística) mostram que apenas 1% dos brasileiros estão prontos para manter o padrão de vida ao deixar de trabalhar sem depender da ajuda de parentes, de caridade ou de benefícios do Estado.
Vale lembrar que não adianta simplesmente manter o salário da ativa: o custo de vida costuma aumentar à medida que a pessoa envelhece, especialmente por causa do crescimento das despesas com saúde, fruto de planos de saúde mais caros e do maior consumo de medicamentos.
A previdência privada é uma forma inteligente de ampliar a variedade da carteira de investimentos e planejar suas finanças no longo prazo, como foco na construção de um patrimônio e na garantia da tranquilidade na hora de parar de trabalhar.
E quanto mais cedo você pensar na previdência privada, mais rápido consegue iniciar esse planejamento, a partir de um investimento inicial e de aportes mensais baixos, que caibam no orçamento e permitam a possibilidade de uma boa acumulação ao longo do tempo.
O investidor ainda pode incrementar o valor com aportes eventuais, por exemplo com o dinheiro da venda de um imóvel ou depois de receber uma indenização trabalhista, Encerrado o tempo de acumulação, o investidor pode resgatar o montante de uma só vez ou receber pagamentos mensais que servirão como complemento da aposentadoria do INSS. E ainda é possível abater os pagamentos do Imposto de Renda.
- Leia também: Previdência privada: você no controle do seu destino
Previdência privada: PGBL ou VGBL?
A escolha do investimento em previdência privada ainda precisa levar em conta o plano mais adequado para a realidade de cada investidor, de acordo não apenas com a instituição escolhida, mas a partir das modalidades disponíveis a partir da tributação:
- Planos PGBL: A alternativa mais interessante para investidores que têm renda fixa mais alta, em empregos no regime CLT, e que fazem a declaração completa do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física). Nestes planos, o valor investido pode ser informado na declaração e usado para reduzir o valor de imposto a pagar, dentro do limite de 12% da renda bruta do investidor. Esse IR, no entanto, incidirá futuramente sobre o valor do resgate, seja na forma de renda mensal, seja no saque do total acumulado e na transferência para outra aplicação.
- Planos VGBL – É o plano ideal para empresários e microempreendedores que são tributados em Pessoa Jurídica e realizam apenas a declaração simplificada do IRPF, já que não há possibilidade de compensação. Na hora de receber, o IR incide apenas sobre os rendimentos.
Também é preciso ficar de olho na formação da carteira de ativos do seu fundo de previdência privada. Para garantir a arrecadação que dará a rentabilidade prometida ao cliente no momento do resgate, as instituições aplicam em diferentes produtos, inclusive em Renda Variável. A legislação brasileira permite que até 70% dos aportes sejam realizados em investimentos da modalidade, como Ações e Fundos Imobiliários.
Isso pode garantir uma rentabilidade maior que investimentos em renda fixa, como o Tesouro Direto ou CDBs, e essa rentabilidade inclusive pode ser repassada ao investidor para seu montante futuro – mas é sempre preciso lembrar que a possibilidade de maior rentabilidade também oferece maior risco.
Com o Simulador de Previdência da EQI, o investidor tem a chance de ver quanto precisará investir a partir da renda que deseja obter quando alcançar uma determinada idade. Para isso, terá apenas que informar a sua idade e qual o tipo de declaração realiza no Imposto de Renda – isso para que a simulação fique mais próxima da realidade dos planos PGBL ou VGBL.
- Depois de ler sobre a importância de pensar na previdência privada diante dos riscos do sistema público brasileiro, explore à vontade o simulador de previdência da EQI e descubra como você terá mais conforto e tranquilidade quanto mais cedo iniciar seu projeto de investimento.






