A Money Week 2026 marcará uma nova etapa na trajetória do principal evento da EQI Investimentos. Pela primeira vez, o encontro terá dois dias de programação e será realizado em 27 e 28 de agosto, no Expocentro Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
A mudança acontece em um momento de expansão do evento, que começou em 2019 em formato totalmente online e gratuito e, ao longo dos anos, se consolidou como um dos principais encontros voltados ao investidor brasileiro.
Em 2025, a Money Week reuniu cerca de 4,5 mil participantes, aproximadamente 80 palestrantes, 30 marcas expositoras e mais de 12 horas de conteúdo distribuídas em quatro plenárias simultâneas.
A trajetória da Money Week acompanha o crescimento da própria EQI Investimentos. Fundada em 2008, na Praia Brava, em Itajaí, a companhia soma atualmente R$ 55 bilhões sob custódia e mais de 90 mil clientes. Em 2023, tornou-se a primeira assessoria independente do Brasil a obter licença para operar como corretora de valores.
Da edição online ao maior evento presencial da história da EQI
A Money Week nasceu em 2019, idealizada por Patrik Castilho, atual CMO da EQI Investimentos. O projeto surgiu com a proposta de democratizar o acesso à educação financeira em um momento em que o investidor pessoa física ampliava sua participação no mercado.
A primeira edição foi realizada entre 25 e 29 de novembro de 2019, em formato 100% online e gratuito, reunindo mais de 70 palestrantes e mais de 50 horas de conteúdo. Entre os nomes estavam Guilherme Benchimol, Henrique Bredda, Mário Laffite, Adeodato Volpi Netto, Marco Antônio Bologna e Juliano Custódio.
Nos anos seguintes, o evento seguiu em expansão. Em 2020, ainda em formato digital, a Money Week reuniu nomes como André Esteves, Luiz Barsi Filho, Louise Barsi, Sergio Zimerman e Tarcísio de Freitas.
Em 2022, na sexta edição, o evento manteve a proposta online e contou com palestrantes como Edgar Abreu, David Rosenberg e Carol Dias. Naquele momento, a EQI já somava 55 mil clientes e R$ 16 bilhões sob custódia.
A grande virada estrutural veio em 2023. A nona edição foi a primeira presencial da história da Money Week e também a primeira realizada no Expocentro Balneário Camboriú. O evento aconteceu poucos dias depois da autorização do Banco Central para a EQI operar como corretora. A programação teve três palcos simultâneos e 15 expositores.
Em 2024, a décima edição consolidou o crescimento do evento presencial. Cerca de 3,5 mil pessoas participaram da programação, que contou com 72 palestrantes e nomes como Andre Agassi, Romeu Zema, Roberto Sallouti, Pedro Parente, Gustavo Franco, Augusto Nunes e Daniel Zukerman.
Já em 2025, a Money Week alcançou sua maior edição até aqui. Foram aproximadamente 4,5 mil participantes, cerca de 80 palestrantes, 30 marcas expositoras, ingressos esgotados antes do evento e uma estrutura com quatro plenárias simultâneas, seis palcos e ambientes dedicados como EQI Talks, Spotlight e Arena RV.
Entre os principais nomes da edição estiveram André Esteves, Michel Temer, Paulo Guedes, Roberto Sallouti, David Richman e Roberto Lee.
Money Week 2026 terá foco em política, economia e investimentos
A edição de 2026 terá como tema “O futuro do Brasil é assunto para agora”. O evento acontecerá em um ano eleitoral e deve concentrar debates sobre cenário político, juros, atividade econômica, tributação, gestão patrimonial e perspectivas para investimentos no Brasil e no exterior.
A programação inicial já confirma nomes como Professor HOC, Roberto Reis, Mansueto Almeida, Silvio Cascione, Juliano Custódio, Stephan F. Kautz, Carolina Borges de Carvalho e Ettore Marchetti.
Com o novo formato de dois dias, a expectativa da organização é ampliar os espaços para networking, painéis técnicos, debates sobre macroeconomia e participação de marcas parceiras.
Segundo Patrik Castilho, os eventos promovidos pela EQI já reuniram mais de 500 palestrantes e geraram mais de 400 mil interações ao longo da história.
As frases que marcaram a Money Week 2025
Além dos debates sobre cenário econômico, política, investimentos, geopolítica e transformação dos mercados, a Money Week 2025 também ficou marcada pelas análises e declarações dos principais nomes presentes no evento.
Empresários, economistas, investidores, executivos e especialistas compartilharam visões sobre o futuro do Brasil, empreendedorismo, infraestrutura, inteligência artificial, juros, mercado financeiro e os desafios da economia global.
Confira abaixo algumas das principais frases da última edição da Money Week:
Michel Temer
“Quando eu cheguei ao governo, percebi que economia não se resolve em passe de mágica. Para ajustar a economia, você tem que tomar série de medidas, dentre as quais o teto de gastos. Um dos integrantes, Nizan Guanaes, disse ‘aproveite sua impopularidade e faça o que o Brasil precisa, mexa em certos vespeiros’. E foi o que fiz: teto de gastos, Reforma Tributária, Reforma Trabalhista, mudança no Ensino Médio…”
“Eu tenho absoluto desprezo por conceitos de direita, esquerda e centro, porque perderam significação desde que caiu o muro de Berlim. É feito uso eleitoral desses conceitos hoje. Perderam o significado. O povo quer resultados. Se o resultado é positivo, venha de onde vier, ele é bem-vindo. Se for negativo, deve ser rejeitado”.
André Esteves
“Falar de empreendedorismo em Santa Catarina é quase um pleonasmo. Este estado, esta região, dá exemplo do que o Brasil pode ser, da transformação que a gente pode fazer. É um exemplo para todo o Brasil”.
“Na história de qualquer empreendedor, a única coisa que você pode ter certeza é que vai ter decepção, vai ter dificuldade. Um empreendedor de sucesso é o que nunca perde a vontade de fazer acontecer, de construir o melhor negócio do mundo e se equipar para isso”.
“Nosso negócio é ajudar o investidor a investir bem o seu capital, ajudar empresa a ter capital para o negócio. No fundo, você está financiando o Brasil. Esse trabalho é um privilégio, o privilégio de empurrar o Brasil para a frente”.
“Vejo oportunidades muito maiores agora do que nos anos 80. Temos mercado consumidor, recursos naturais, somos democracia consolidada, que uma hora vai ter governo de direita, outra hora vai ser esquerda, daqui a pouco vai ser centro, tanto faz. Empresa boa vai dar certo com governo ruim mesmo”.
Paulo Guedes
“Não é bom ter uma ‘democracia Saci Pererê’, que só pula com a perninha esquerda. Você precisa dos conservadores, eles são muito importantes e decisivos”.
“A palavra do ano é resiliência. Vocês são brasileiros, empresários, já estão acostumados. Outra palavra é respeito. Quem não respeitar, será desrespeitado”.
“A tarifa é geopolítica. Só 10% é economia. Os outros 40% é tarifa geopolítica. E é um sinal sério. Agora vivemos a desordem mundial, é quem tem mais força vai mandar”.
“A Pax Americana acabou. Cada país vai cuidar de si. A globalização chegou ao auge. Agora, a regra é: quem tem força, manda.”
“Não vai haver III Guerra Mundial. China e EUA vão chegar um dia a um acordo.”
William Waack
“O momento que estamos vivendo na história do mundo é inédito. Estamos realmente em uma fase histórica que precisaremos sempre lembrar.”
“Estamos vivendo um período imprevisível, em que a forma como os países se relacionavam desde o fim da Segunda Guerra Mundial foi virada de cabeça para baixo. Esse mundo acabou.”
“O principal aspecto dessa desordem atual é a gravidade dos acontecimentos. Isso significa que tudo aquilo que considerávamos mais ou menos estabelecido já não existe mais.”
David Richman
“A resposta é: inércia.
Sim, a inércia é a sua maior concorrente porque mudar é difícil.”
“Surpreenda-os. Tenha conversas autênticas.
Não se prenda aos roteiros.”
“A resposta para os principais problemas do mundo está nos investimentos em infraestrutura. Segurança alimentar? Infraestrutura. Poluição? Infraestrutura. Saneamento básico? Infraestrutura.”






