A Intelbras (INTB3) registrou lucro líquido de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o primeiro trimestre, o resultado avançou 3,4%, enquanto a margem líquida alcançou 13,8%.
Além do balanço, a companhia aprovou a distribuição de R$ 93,46 milhões em dividendos intermediários, correspondentes a R$ 0,28563649015 por ação.
Terão direito aos dividendos os acionistas posicionados ao fim do pregão de 3 de agosto. As ações passarão a ser negociadas sem direito aos recursos a partir de 4 de agosto, e o pagamento será realizado em 14 de agosto.
Os valores não serão atualizados monetariamente nem acrescidos de juros e serão contabilizados no cálculo da distribuição mínima obrigatória referente ao exercício de 2026.
Receita recua, mas margens da Intelbras avançam
A receita operacional líquida da Intelbras somou R$ 1,149 bilhão no segundo trimestre, queda de 7,8% na comparação anual. Frente ao primeiro trimestre de 2026, porém, o faturamento cresceu 3,5%.
A redução anual foi atribuída principalmente à base elevada de comparação. No segundo trimestre de 2025, a companhia concentrou parte do faturamento após a normalização das operações afetadas pela transição de seu sistema de gestão empresarial, conhecido pela sigla ERP.
Mesmo com a receita menor, a Intelbras manteve a priorização de negócios mais rentáveis e a disciplina na gestão de custos e despesas. A margem bruta avançou para 33,1%, enquanto as despesas operacionais permaneceram estáveis em relação ao mesmo período do ano anterior.
O Ebitda atingiu R$ 168,9 milhões, alta de 9,4% frente ao segundo trimestre de 2025 e de 8,1% na comparação sequencial. A margem Ebitda alcançou 14,7%.
“Nossos negócios evoluíram em rentabilidade e seguimos nos aproximando dos níveis de retorno sobre o capital investido desejados”, afirmou Henrique Fernandez, CEO da Intelbras.
TIC amplia participação nas receitas
Todos os segmentos de atuação da Intelbras apresentaram crescimento sequencial no trimestre, embora com desempenhos diferentes na comparação anual.
A área de Segurança, responsável por aproximadamente 60% da receita consolidada, manteve estabilidade frente ao primeiro trimestre, em linha com o nível de atividade comercial observado pela companhia.
O segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação, conhecido pela sigla TIC, ampliou sua participação para 25% do faturamento. A receita da divisão cresceu 7% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Já a área de Energia respondeu por 15% da receita consolidada. Nesse segmento, a administração continuou priorizando a rentabilidade em vez de uma expansão mais acelerada do volume de negócios.
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ROIC sobe e caixa líquido chega a R$ 585 milhões
O retorno sobre o capital investido da Intelbras, conhecido pela sigla ROIC, alcançou 18,8% nos 12 meses encerrados em junho.
O indicador aumentou 5,2 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2025, refletindo a estratégia de direcionar recursos para projetos com retornos mais elevados.
A companhia encerrou junho com caixa líquido de R$ 585 milhões. Durante o trimestre, a Intelbras também iniciou as obras de expansão de sua capacidade industrial na Zona Franca de Manaus.
Para o segundo semestre, a administração prevê um ambiente marcado por incertezas macroeconômicas globais e pretende manter uma postura cautelosa na execução comercial e na alocação de capital.
“A sequência do ano demanda prudência e foco na eficiência da execução”, afirmou Fernandez.






