A Intelbras (INTB3) deve apresentar números mais fracos no segundo trimestre de 2026, mas os efeitos negativos já teriam sido antecipados pelo mercado, segundo prévia do Safra.
A companhia divulgará o balanço na quarta-feira (29), depois do fechamento. O banco projeta receita líquida de R$ 1,146 bilhão, queda anual de 8,1%, Ebitda de R$ 152 milhões, recuo de 1,3%, e lucro líquido de R$ 132 milhões, retração de 3,1%.
A receita deve ficar 0,7% acima do consenso, enquanto o Ebitda aparece praticamente em linha. O lucro, porém, deve ser 7,7% inferior ao esperado pelo mercado.
“A queda anual reflete uma base exigente no segundo trimestre de 2025, quando receitas do primeiro trimestre, afetado pelo ERP, foram adiadas”, explica o Safra.
Custos de memória pressionam margem da Intelbras
O principal ponto de atenção está nos cartões de memória e discos rígidos utilizados em câmeras Wi-Fi e equipamentos de gravação. Os preços desses componentes avançaram entre 60% e 70% durante o trimestre.
“Os custos avançaram mais rapidamente do que o repasse integral aos preços, efeito apenas parcialmente compensado pela valorização do real”, afirma o relatório.
Com isso, a margem Ebitda deve cair de 14,1% no primeiro trimestre para 13,3%. As despesas operacionais também devem aumentar devido aos gastos comerciais e à provisão semestral para participação nos lucros.
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Por que o Safra mantém recomendação neutra para INTB3?
Apesar da prévia mais fraca, o Safra não espera uma reação relevante das ações caso as projeções sejam confirmadas.
“Acreditamos que o resultado fraco já foi amplamente antecipado pelos investidores. Portanto, não esperamos uma reação relevante do mercado”, avalia o banco.
A recomendação para INTB3 permanece neutra, com preço-alvo de R$ 13,70, ligeiramente abaixo dos R$ 13,90 usados como referência no relatório.
“Continuamos vendo boa execução em eficiência e geração de caixa, com melhora do ROIC. Porém, o crescimento da receita permanece modesto”, destaca o Safra.
O banco também avalia que o repasse dos custos aos preços pode afetar os volumes vendidos e limitar a expansão operacional no curto prazo. Por isso, considera reduzido o potencial de valorização das ações nos níveis atuais.






