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Intelbras dispara 8% após balanço acima do esperado

Intelbras dispara 8% após balanço acima do esperado

Lucro líquido de R$ 153 milhões superou em 9,5% a projeção do BTG Pactutal, enquanto geração de caixa livre chegou a R$ 172 milhões no trimestre

A Intelbras (INTB3) divulgou seu resultado do primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido e geração de caixa bem acima das estimativas do BTG Pactual, em um balanço que analistas descreveram como uma combinação de receitas fracas e rentabilidade surpreendentemente forte.

Para os analistas Osni Carfi, Carlos Sequeira e Victor Neder, do banco, o foco deve estar na dinâmica sequencial, não na comparação anual, ainda distorcida pela migração de ERP ocorrida no primeiro trimestre de 2025.

A receita consolidada somou R$ 1,1 bilhão, recuo de 5% em relação ao trimestre anterior e 1% abaixo da projeção do banco. Já o EBITDA de R$ 156,3 milhões veio 5% acima do estimado, com margem de 14,1% — alta de 20 pontos-base sequencialmente.

“O resultado reforça a melhora contínua no perfil de rentabilidade e eficiência de capital da companhia, apesar da dinâmica fraca de receitas”, avaliaram os analistas.

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O lucro líquido de R$ 153,1 milhões superou em 9,5% a estimativa do BTG e avançou 11% na comparação trimestral, com margem líquida de 13,8%.

“Já estávamos no topo do consenso em rentabilidade, o que sugere que o resultado foi ainda mais surpreendente para o restante do mercado”, destacaram Carfi, Sequeira e Neder.

Segmentos mostram dinâmicas distintas

No segmento de Segurança, a receita de R$ 690,5 milhões ficou 4,5% abaixo do 4T25, em linha com a sazonalidade típica do negócio.

Os analistas alertam, no entanto, para pressões de custo à frente: “Apesar do vento favorável do câmbio, esperamos que o segmento enfrente algum aumento nos preços de chips de memória e outros insumos”, escreveram, acrescentando que os reajustes de preço devem absorver esses custos, mas podem afetar as margens no curto prazo.

Em Comunicações, a receita de R$ 251,9 milhões veio 2% acima do esperado, sustentada pelo cabeamento estruturado. Já em Energia, a receita de R$ 168,3 milhões ficou 7% abaixo da estimativa, mas a margem bruta surpreendeu positivamente.

“Vemos o desempenho desses dois segmentos como uma validação clara da estratégia de ROIC da gestão: menos receita, mas com uma economia unitária significativamente melhor”, concluíram os analistas.

Valuation barato sustenta tese de longo prazo

A geração de caixa livre foi um dos grandes destaques, com R$ 172 milhões no trimestre, apoiada pela redução de R$ 163 milhões nos estoques. O BTG estima que a Intelbras possa gerar mais de R$ 600 milhões em FCF em 2026, implicando um FCF yield de cerca de 14%.

“A 7 vezes o preço sobre lucro, acreditamos que o perfil de risco-retorno permanece atrativo para investidores de longo prazo dispostos a aguardar a execução das melhorias operacionais e comerciais”, afirmaram Carfi, Sequeira e Neder, mantendo visão positiva sobre o papel.

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