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Ibovespa hoje fecha em queda de 1,52% com bancos e NY

Ibovespa hoje fecha em queda de 1,52% com bancos e NY

Principal índice brasileiro movimenta R$ 22,3 bilhões, com Santander despencando após balanço, enquanto petróleo sustentou Petrobras e PRIO

O Ibovespa hoje (29) fechou em queda de 1,52%, aos 173.885,34 pontos, nesta quarta-feira (29), no menor nível do dia. O índice atingiu 176.563,85 pontos na máxima e registrou volume financeiro de R$ 22,3 bilhões.

A primeira baixa da semana acompanhou as perdas em Wall Street após a decisão de juros do Federal Reserve (Fed). No mercado doméstico, a pressão aumentou com a queda das ações dos grandes bancos, principalmente do Santander Brasil.

A forte valorização do petróleo limitou parte das perdas ao impulsionar Petrobras e PRIO.

Mesmo com o recuo do dia, o Ibovespa acumula alta de 1,08% em julho e no terceiro trimestre. No ano, o índice avança 7,92%. O desempenho semanal ficou negativo em 0,09%.

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Bancos pressionam o Ibovespa hoje

O setor bancário exerceu uma das principais pressões sobre o índice. As ações do Santander (SANB11) despencaram 7,37%, após o balanço do segundo trimestre frustrar as expectativas do mercado.

As ações do Itaú (ITUB4) recuaram 2,43%, enquanto as do Bradesco (BBDC4) perderam 2,24%. O Banco do Brasil (BBAS3) chegou a operar em alta, mas encerrou o dia com queda de 0,24%.

Fora do setor financeiro, a maior baixa do Ibovespa foi registrada pela CSN (CSNA3), que caiu 7,80%. Também apareceram entre as principais perdas Sabesp (SBSP3), com baixa de 5,87%; Azzas 2154 (AZZA3), com recuo de 5,83%; e Direcional (DIRR3), que perdeu 4,73%.

A Vale (VALE3) caiu 0,85% antes da divulgação de seus resultados do 2T26, prevista para esta quinta-feira (30), após o fechamento do mercado. A Ambev (ABEV3), que também apresenta o balanço nesta quinta, recuou 1,24%.

Petróleo sustenta Petrobras e PRIO

A alta das cotações do petróleo ajudou a reduzir a pressão sobre o Ibovespa. O mercado reagiu ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, cenário que ampliou as preocupações com a oferta global da commodity.

O petróleo Brent para setembro avançou 7,91%, para US$ 90,74 por barril. O WTI, referência dos Estados Unidos, subiu 6,56%, negociado a US$ 84,46.

Nesse cenário, a PRIO (PRIO3) liderou as altas do índice ao avançar 2,89%, para R$ 58,41. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) subiram 2,35%, enquanto as preferenciais (PETR4) ganharam 1,92%.

Além da valorização do petróleo, os papéis da Petrobras foram beneficiados pelos dados de produção do segundo trimestre, que reforçaram as expectativas de um desempenho operacional mais forte e de nova distribuição de dividendos.

Entre os demais destaques positivos, MBRF (MBRF3) avançou 2,21% e Minerva (BEEF3) registrou alta de 1,76%.

Fed mantém juros e Wall Street fecha em queda

No exterior, o Federal Reserve manteve a taxa dos Fed Funds na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

A decisão foi aprovada por nove votos a três. Os três dirigentes que divergiram defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual, resultado que aumentou a percepção de que parte do comitê mantém uma postura mais favorável ao aperto monetário.

O comunicado e a entrevista coletiva do presidente do Fed, Kevin Warsh, não apresentaram indicações claras sobre os próximos passos da política monetária. A ausência de sinalizações e o placar dividido aumentaram a cautela entre os investidores.

O Dow Jones fechou em queda de 2,18%, aos 51.594,86 pontos. O S&P 500 recuou 1,51%, para 7.316,38 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 1,74%, aos 24.442,94 pontos.

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Dólar recua para R$ 5,10

O dólar comercial fechou em queda de 0,27%, vendido a R$ 5,108, após duas sessões consecutivas de valorização. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,089 e R$ 5,141 durante o dia.

A baixa acompanhou o desempenho do dólar diante de outras moedas de países emergentes. O índice DXY, que compara a divisa norte-americana com uma cesta de moedas fortes, recuou 0,48%, para 100,94 pontos.

Os juros futuros terminaram em queda ao longo da curva, depois de operarem em alta durante parte do pregão.

No cenário doméstico, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação líquida de 145.161 vagas formais em junho, acima da expectativa de 115 mil postos.

O Tesouro Nacional informou que a dívida pública federal cresceu 2,61% em junho, alcançando R$ 9,268 trilhões.