O resultado do primeiro turno das eleições, com Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa pela Presidência da República, deixou o mercado financeiro mais otimista nesta segunda-feira (5). O Ibovespa registra alta superior a 7,50% e ultrapassou a marca dos 200 mil pontos no fim da manhã.
O dólar também reage em forte queda e recua aproximadamente 4,50%, cotado a R$ 4,97. Os ativos brasileiros repercutem o resultado da votação de domingo (4) e a nova configuração da disputa entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em segundo lugar no primeiro turno.
Entre as ações, os papéis do Magazine Luiza (MGLU3) lideram as altas do Ibovespa, com avanço próximo de 25%, a R$ 9,45. Na sequência aparecem B3 ($B3SA3) e BTG Pactual (BPAC11), com altas de 24,79% e 24,73%, respectivamente.
Cyrela (CYRE3) e Cosan (CSAN3) também estão entre os destaques positivos, com ganhos de 23,19% e 21%.
A forte valorização das empresas mais sensíveis ao cenário doméstico ocorre em meio à queda do dólar e à reação dos investidores ao resultado eleitoral.
Na ponta negativa, empresas exportadoras são pressionadas pela forte desvalorização da moeda americana. Suzano (SUZB3), Embraer (EMBJ3) e Vale (VALE3) registram as maiores quedas do dia, com recuos de 6%, 4% e 2,85%, respectivamente.
Klabin (KLBN11) e Usiminas (USIM5) completam o grupo das maiores baixas, com quedas de 2,69% e 2,27%.
Nasdaq bate recorde
Nos Estados Unidos, o Nasdaq Composite atingiu um novo recorde histórico nesta segunda-feira, em um pregão marcado pela atenção dos investidores aos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e aos novos indicadores sobre a economia do país.
O índice avançou mais de 0,7%, alcançando 27.399,81 pontos, maior nível de sua história. O movimento ocorre enquanto os investidores avaliam o cenário de juros nos Estados Unidos e os sinais mais recentes sobre a atividade econômica.
O S&P 500 também opera em alta, de aproximadamente 0,4%. Na direção oposta, o Dow Jones recua cerca de 87 pontos, uma queda próxima de 0,2%.
No mercado de renda fixa, o rendimento do Treasury de 10 anos, considerado uma das principais referências para os mercados globais, avançou cerca de 2 pontos-base, para 5,298%.
Já o rendimento do título de 30 anos subiu aproximadamente 3 pontos-base, para 5,659%.
Os dois rendimentos atingiram máximas em vários anos nas últimas semanas, em um cenário no qual os investidores avaliam a possibilidade de a inflação permanecer elevada e levar o Federal Reserve (Fed) a manter os juros em níveis elevados por mais tempo.
A alta dos rendimentos dos títulos pode reduzir a atratividade relativa das ações, especialmente das empresas de crescimento, além de elevar os custos de financiamento da economia.
As bolsas e os Treasuries oscilaram durante o pregão enquanto os investidores analisavam o novo relatório do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) sobre o desempenho do setor de serviços americano.
O índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços ficou em 54,9% em setembro, praticamente em linha com as expectativas do mercado.
Apesar de indicar expansão da atividade, o resultado ficou ligeiramente abaixo do registrado no mês anterior.
O dado entra no radar dos investidores em um momento de atenção aos indicadores econômicos que podem influenciar as próximas decisões do Federal Reserve sobre os juros.
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