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Senado aprova PEC do “Orçamento de Guerra” em segundo turno

Senado aprova PEC do “Orçamento de Guerra” em segundo turno

Senado aprova PEC do “Orçamento de Guerra” também em segundo turno; texto foi modificado e agora volta para a Câmara dos Deputados

O Senado aprovou, nesta sexta-feira (17), em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 10/2020, conhecida como “Orçamento de Guerra”.

De autoria do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, a PEC institui regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento da calamidade pública nacional decorrente de pandemia do novo coronavírus.

No primeiro turno, o projeto foi aprovado por 58 a 21. No segundo turno, houve 63 senadores favoráveis e 15 contrários.

O texto volta agora para a Câmara, já que foi alterado no Senado, com a aprovação do substitutivo do senador Antonio Anastasia (PSD-MG, foto).

O projeto facilita as contratações de pessoas, obras e serviços pelo governo federal durante a pandemia. Além disso, o Banco Central também poderá comprar e vender títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.

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Alteração no Senado

A maior alteração que os senadores realizaram foi a questão do Banco Central comprar e vender títulos emitidos pelo Tesouro.

Anastasia incluiu um dispositivo determinando que o BC priorize a compra de títulos de micro, pequenas e médias empresas.

E proíbe as instituições financeiras que venderem ativos para o Banco Central de utilizarem os recursos para distribuição de lucros e dividendos.

O Senado limitou o poder do Banco Central e aumentou o controle por parte do Congresso.

Segundo a Agência Brasil, “o relator ainda excluiu da PEC original o trecho que criava um Comitê de Gestão de Crise, encabeçado pelo presidente da República e composto por ministros de Estado e secretários estaduais e municipais. Segundo ele, o comitê poderia trazer problemas constitucionais, como a invasão de competências de um Poder sobre o outro”.

A PEC vai vigorar durante todo o estado de calamidade pública, até 31 de dezembro de 2020.

A Câmara precisa agora respaldar as alterações feitas pelos senadores para que o Congresso Nacional promulgue a PEC. Não há necessidade de sanção da Presidência da República.

Com informações da Agência Senado e da Agência Brasil.

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