A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 39,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 3,9% ante o trimestre anterior. O balanço, divulgado nesta segunda-feira (26), teve como principal destaque o desempenho das operações na América do Norte.
Pelo critério contábil, o lucro líquido foi de R$ 1,563 bilhão, alta anual de 43,4%. O resultado ajustado exclui R$ 39,9 milhões de efeitos positivos não recorrentes, líquidos de impostos.
A receita líquida somou R$ 18,7 bilhões, avanço de 3,9% em um ano e de 4,6% sobre o segundo trimestre. As vendas de aço ficaram em 2,914 milhões de toneladas, queda anual de 5,6% e estabilidade na comparação trimestral, com variação positiva de 0,2%.
“Registramos EBITDA ajustado de R$ 3,8 bilhões, 9,9% superior ao 2T26 e 37,8% superior ao 3T25, além de margem EBITDA ajustada de 20,2%, ambos nos maiores níveis desde o segundo trimestre de 2023. O desempenho foi sustentado principalmente pela evolução dos preços realizados na América do Norte, que mais do que compensou o aumento de custos, enquanto os volumes vendidos permaneceram praticamente estáveis na comparação com o trimestre anterior”, afirma a administração.
O Ebitda corresponde ao resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Veja os principais números do balanço:
| Indicador | 3T26 | Variação anual | Variação trimestral |
|---|---|---|---|
| Lucro líquido ajustado | R$ 1,523 bilhão | +39,7% | +3,9% |
| Receita líquida | R$ 18,691 bilhões | +3,9% | +4,6% |
| Ebitda ajustado | R$ 3,771 bilhões | +37,8% | +9,9% |
| Margem Ebitda ajustada | 20,2% | +5,0 p.p. | +1,0 p.p. |
| Vendas de aço | 2,914 milhões de toneladas | -5,6% | +0,2% |
América do Norte puxa rentabilidade da Gerdau
Na América do Norte, o Ebitda ajustado chegou a R$ 2,9 bilhões, alta de 60% em relação ao 3T25 e de 12% sobre o trimestre anterior. A margem alcançou 27,7%, maior nível dos últimos quatro anos.
Segundo a companhia, a demanda foi sustentada por construção não residencial, data centers e energia renovável. A carteira de pedidos encerrou o trimestre acima de 100 dias, aproximadamente 50% superior às médias históricas.
No Brasil, o Ebitda ajustado foi de R$ 741 milhões, avanço trimestral de 5,2%, mas recuo anual de 2,8%. A maior participação das vendas domésticas e a melhora dos preços em determinadas linhas ajudaram o resultado, em um ambiente de elevada concorrência com o aço importado.
Já a América do Sul registrou Ebitda ajustado de R$ 160 milhões, queda de 22% sobre o segundo trimestre e de 31,8% em um ano. Paradas de manutenção e a demanda mais fraca na Argentina pressionaram a operação.
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Gerdau aprova dividendos e amplia geração de caixa
A siderúrgica aprovou R$ 667 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,34 por ação, com pagamento previsto para 15 de dezembro de 2026.
“Mantemos nossa disciplina na alocação de capital e no retorno aos acionistas. Com base nos resultados do 3T26, aprovamos a distribuição de dividendos no valor de R$ 0,34 por ação, totalizando R$ 667,0 milhões, e demos continuidade ao Programa de Recompra de Ações 2026, investindo até aqui R$ 344,1 milhões e atingindo 32% do volume de ações autorizadas”, informa a administração.
O fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 1,439 bilhão, ante R$ 237 milhões no trimestre anterior. O avanço refletiu a expansão do Ebitda ajustado, o menor consumo de capital de giro e a redução dos desembolsos com juros.
A dívida líquida encerrou setembro em R$ 7,7 bilhões. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, recuou de 0,69 vez em junho para 0,58 vez.
Os investimentos somaram R$ 955 milhões no trimestre e R$ 3,1 bilhões nos nove primeiros meses de 2026. A companhia iniciou a operação do centro de reciclagem em Pindamonhangaba e manteve para o quarto trimestre a previsão de entrada em operação do projeto de mineração de Miguel Burnier.






