A EQI Research recomenda encerrar o trade entre Small Caps (SMAL11) e Ibovespa (BOVA11), diante da perspectiva de reversão do cenário de queda dos juros que sustentava a operação. Para Nícolas Merola, analista da casa, a mudança reduz o suporte à expectativa de que as empresas de menor valor de mercado tenham desempenho superior ao principal índice da Bolsa.
A orientação consta de relatório da série Ideias de Trade, do último domingo (25). A estratégia buscava aproveitar uma vantagem relativa das small caps sobre o Ibovespa, apoiada principalmente na sensibilidade das companhias menores à trajetória dos juros.
“Como aqui na série buscamos agir taticamente, a partir do momento em que o cenário muda, nos movemos. Por isso, nesta edição, recomendo o fechamento do trade entre small caps (SMAL11) e o Ibovespa (BOVA11)”, escreve Merola.
SMAL11 e BOVA11 são fundos de índice negociados em Bolsa, os ETFs. O primeiro acompanha o índice Small Cap (SMLL), enquanto o segundo tem o Ibovespa como referência.
Por que os juros mudaram a tese para small caps
Merola recorda que, após o primeiro turno das eleições, a curva de juros passou a indicar uma continuidade prolongada do ciclo de cortes. Essa perspectiva oferecia suporte à tese favorável às empresas de menor porte.
No novo cenário identificado pelo analista, porém, esse alívio passa a depender da apresentação de um programa fiscal robusto e capaz de conquistar a confiança dos investidores.
“Esse alívio, portanto, fica dependente da apresentação de um programa fiscal robusto que, além disso, precisa ser crível, e, por isso, mesmo que apresentado e cumprido à risca, deve demorar para compor preço. Daí o rápido fechamento da operação”, afirma.
O relatório ressalta que a sensibilidade à curva de juros já havia sido apontada como o principal risco da estratégia na análise inicial.
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Preço relativo e dólar entram na comparação
A relação de preços entre os índices e a proximidade de seus múltiplos também haviam contribuído para a abertura do trade. Esses argumentos continuam válidos na avaliação de Merola, mas têm peso secundário diante da mudança na perspectiva para os juros.
A composição dos índices é outro ponto considerado na decisão. O analista associa a pressão sobre o câmbio a uma possível vantagem relativa para o Ibovespa.
“Por fim, com essa nova perspectiva e um câmbio já mais pressionado nas prévias de mercado, o índice com maior exposição à moeda estrangeira em sua composição tende a ser mais resiliente, no caso, o Ibovespa”, escreve.
Para entender todos os fundamentos do encerramento do trade e acompanhar as próximas análises da série Ideias de Trade, acesse o EQI+ e leia o relatório completo.






