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Bitcoin resiste à queda da tecnologia, mas juros ainda pesam, diz Coinbase

Bitcoin resiste à queda da tecnologia, mas juros ainda pesam, diz Coinbase

Fabio Plein destaca menor correlação com ações de semicondutores; juros dos EUA e fluxos de ETFs seguem no radar para o desempenho da criptomoeda

O bitcoin tem mostrado resistência à pressão sobre as ações de tecnologia, na avaliação de Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas. O executivo destaca uma redução na correlação com os papéis de empresas de semicondutores, embora a política monetária americana continue influenciando os criptoativos.

Plein usa a comparação entre o pico de junho e a mínima do fim de julho para ilustrar a diferença de comportamento entre os mercados.

“O Bitcoin vem apresentando um comportamento diferente das ações de tecnologia. Entre o pico de junho e a mínima do fim de julho, os papéis de empresas de semicondutores perderam mais de 25% de seu valor, enquanto a criptomoeda ficou praticamente estável. A correlação entre o ativo e essas ações também diminuiu, indicando que seu desempenho está menos ligado às oscilações do setor de tecnologia”, afirma.

A correlação indica o grau de associação entre as variações de dois ativos. Uma redução dessa medida significa que seus preços passaram a oscilar de forma menos sincronizada no período observado, sem necessariamente seguir direções opostas.

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Juros dos EUA continuam no radar do bitcoin

A análise também considera a pressão mais recente da inflação sobre o mercado. Segundo Plein, dados acima das expectativas afetaram o bitcoin nas últimas semanas, reforçando a importância das perspectivas para os juros americanos.

“Os juros americanos, porém, continuam influenciando o mercado de criptoativos. A inflação acima das expectativas pressionou o Bitcoin nas últimas semanas, levando o preço para a região de US$ 80 mil a US$ 82 mil. Agora, com a aproximação da próxima reunião do Federal Reserve, no fim de outubro, os investidores acompanham as perspectivas para a política monetária americana e seus possíveis efeitos sobre a liquidez e os ativos de risco”, explica.

A próxima reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, está marcada para 27 e 28 de outubro, com divulgação da decisão de política monetária no segundo dia.

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ETFs voltam a registrar entradas de recursos

Outro fator acompanhado pelo executivo é o fluxo dos ETFs de bitcoin à vista, fundos negociados em bolsa que oferecem exposição ao preço da criptomoeda. Na avaliação de Plein, a alternância entre retiradas e aportes ajuda a entender as mudanças de demanda pelo ativo.

“Os fluxos dos ETFs de Bitcoin à vista também ajudam a entender esse momento. Depois de um período de saídas de recursos, os fundos voltaram a registrar entradas, mostrando que a demanda institucional pode variar significativamente em um intervalo curto”, afirma.

Plein ressalta que a capacidade de resistir a parte da pressão sofrida por outros segmentos não elimina a possibilidade de novas correções. Para o executivo, os investidores devem continuar realizando suas próprias pesquisas antes de tomar decisões de investimento.