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Bradesco (BBDC4) lucra R$ 7,1 bilhões no 3T26, alta de 14,6%

Bradesco (BBDC4) lucra R$ 7,1 bilhões no 3T26, alta de 14,6%

Receitas totais avançam 8,4%, para R$ 38 bilhões; inadimplência sobe a 4,6% e banco mantém cautela na concessão de crédito

O Bradesco (BBDC4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o segundo trimestre, o resultado cresceu 0,8%. Sem eventos não recorrentes no período, o lucro contábil teve o mesmo valor.

As receitas totais somaram R$ 38 bilhões, avanço de 8,4% na comparação anual e de 1,1% sobre o trimestre anterior. O crescimento das receitas e o controle das despesas sustentaram o resultado, apesar da maior inadimplência e do aumento das provisões para perdas com crédito.

Margem financeira cresce, mas provisões avançam mais

A margem financeira total atingiu R$ 21,37 bilhões, alta de 14,2% em um ano e de 2,4% no trimestre. A margem com clientes cresceu 10,1% na comparação anual, para R$ 20,50 bilhões, enquanto a margem com mercado chegou a R$ 875 milhões, avanço de 30% sobre o segundo trimestre.

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As receitas de prestação de serviços alcançaram R$ 10,92 bilhões, crescimento de 3,1% em um ano e de 4,2% no trimestre. O banco destacou as rendas de cartões, administração de fundos, consórcios e mercado de capitais e assessoria financeira.

“Em um cenário macro desafiador, realizamos ajustes finos adicionais nos modelos de crédito, preços e reduzimos a nossa exposição a clusters mais voláteis de clientes. Ao mesmo tempo, nossa diversificação de receitas, como as atividades de tesouraria, banco de investimentos, corretagem e custódia, consórcios e seguros, e o robusto controle de despesas, preservando os investimentos na transformação, sustentaram nosso resultado”, afirmou o Bradesco.

A despesa com provisões para devedores duvidosos (PDD) expandida somou R$ 10,64 bilhões, aumento de 24,3% na comparação anual e de 6,6% sobre o segundo trimestre. Após essas despesas, a margem financeira líquida ficou em R$ 10,73 bilhões, alta de 5,7% em um ano, mas queda de 1,4% no trimestre.

As despesas de pessoal e administrativas totalizaram R$ 13,1 bilhões, crescimento anual de 1,8%. O índice de eficiência operacional recuou para 45,4%, melhora de 4,7 pontos percentuais em um ano e de 1,1 ponto no trimestre. Quanto menor o indicador, menor a parcela das receitas consumida pelas despesas consideradas no cálculo.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) trimestral foi de 15,6%. Na métrica que desconsidera o aumento de capital, o indicador ficou em 16,1%.

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Inadimplência sobe e banco mantém cautela

A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,15 trilhão, crescimento de 11,1% na comparação anual e de 1,1% no trimestre. Em um ano, a carteira de pessoas físicas avançou 7,4%, enquanto a de pessoas jurídicas aumentou 14,1%.

O banco ampliou a participação das linhas com garantia, mas a inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%, aumento de 0,3 ponto percentual sobre o segundo trimestre e de 0,5 ponto em relação a um ano antes.

“Repetindo o ocorrido nos últimos trimestres, houve mais atrasos acima de 90 dias no segmento de MPME, particularmente nas operações de capital de giro com garantia do Governo Federal. Os atrasos desse produto corresponderam por cerca de metade da evolução da inadimplência total. Além disso, houve atrasos sazonais nas operações do Banco John Deere, que pressionaram os indicadores de pessoas físicas”, informou a instituição.

Diante desse cenário, o Bradesco afirmou que mantém apetite moderado ao risco, com ajustes nos modelos de crédito e nos preços e redução da exposição a grupos de clientes mais voláteis.

No grupo segurador, o lucro líquido recorrente foi de R$ 2,9 bilhões, alta de 14,1% em um ano, mas recuo de 1,9% no trimestre. O ROAE da operação ficou em 22%.

O Bradesco também informou ter destinado R$ 4,1 bilhões em juros sobre capital próprio aos acionistas no trimestre. A instituição concluiu o aumento de capital de R$ 10 bilhões, já aprovado pelo Banco Central.

Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro líquido recorrente acumulou R$ 20,97 bilhões, crescimento de 15,6% em relação ao mesmo intervalo de 2025.