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Ibovespa hoje sobe 0,47% no último pregão antes do segundo turno

Ibovespa hoje sobe 0,47% no último pregão antes do segundo turno

O principal índice da bolsa brasileira movimentou R$ 30,7 bilhões na sessão, mas não conseguiu reverter as perdas acumuladas ao longo da semana, encerrada com recuo de 0,17%.

O Ibovespa hoje fechou em alta de 0,47%, aos 205.082 pontos, nesta sexta-feira, após oscilar entre a mínima de 203.428 pontos e a máxima de 205.757 pontos. O principal índice da bolsa brasileira movimentou R$ 30,7 bilhões na sessão, mas não conseguiu reverter as perdas acumuladas ao longo da semana, encerrada com recuo de 0,17%.

No campo político, todos os olhos estão voltados para o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorre no próximo domingo (25), entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva. As últimas pesquisas têm dado uma leve vantagem para o candidato do PL, mas o nível de incerteza é elevado.

No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 0,92%, cotado a R$ 4,9931, após negociar entre R$ 4,9891 e R$ 5,0557. Na semana, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 1,58% ante o real. Às 17h09, o dólar futuro para novembro recuava 1,23%, a R$ 4,9995.

O movimento ocorreu apesar da valorização do dólar no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana diante de uma cesta de divisas fortes, avançava 0,19%, aos 101,804 pontos. O euro perdia 0,21%, a US$ 1,1193, enquanto a libra esterlina recuava 0,18%, a US$ 1,3371.

Entre as ações que mais subiram no pregão, os papéis da CSN (CSNA3) lideraram os ganhos do Ibovespa, com valorização de 11,85%, a R$ 6,04. Na sequência, apareceram as ações preferenciais da Usiminas (USIM5), que avançaram 5,37%, a R$ 6,67.

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A PetroReconcavo (RECV3) também teve desempenho positivo, com alta de 4,58%, a R$ 12,80. Já o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 3,89%, a R$ 24,85, enquanto a Natura (NATU3) avançou 3,84%, encerrando o dia a R$ 7,85.

Na ponta negativa, a Vibra Energia (VBBR3) registrou a maior queda entre os destaques, com recuo de 2,97%, a R$ 35,90. A WEG (WEGE3) caiu 2,64%, a R$ 42,84, enquanto a TIM (TIMS3) perdeu 2,10%, a R$ 19,09.

Também ficaram no campo negativo as ações da Telefônica Brasil (VIVT3), controladora da Vivo, que recuaram 2,05%, a R$ 32,50. A Eneva (ENEV3), por sua vez, caiu 1,66%, a R$ 31,47.

Wall Street amplia perdas

No exterior, as bolsas de Nova York fecharam em queda, pressionadas pela continuidade da onda de vendas no setor de tecnologia, que começou na sessão anterior e se espalhou para outros segmentos do mercado. A escalada dos preços do petróleo nos Estados Unidos, que ultrapassaram US$ 100 por barril, também pesou sobre o humor dos investidores, diante dos temores de uma nova intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O Dow Jones Industrial Average recuou 1,23%, com perda de 652,82 pontos, encerrando o pregão aos 52.215,16 pontos. O S&P 500 caiu 0,52%, para 7.623,68 pontos, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 0,21%, fechando aos 25.955,34 pontos.

A pressão atingiu até mesmo setores considerados mais defensivos, como bens de consumo essenciais, serviços públicos e saúde. Entre as empresas de destaque, as ações da Caterpillar caíram mais de 3% após a companhia anunciar o corte de aproximadamente 5% de sua força de trabalho global, em uma iniciativa associada à necessidade de se preparar para o avanço da inteligência artificial.

Os papéis da American Express também recuaram cerca de 2%, enquanto as ações do Goldman Sachs perderam mais de 1%, contribuindo para o desempenho negativo do Dow Jones.

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