O Bitcoin hoje (22) operava a US$ 81.692,27 por volta das 10h44, com queda de 2,80% no dia. A criptomoeda perdeu o suporte de US$ 82 mil após chegar a US$ 84,8 mil na quarta-feira (21), quando foi impulsionada pelas fortes entradas nos ETFs à vista dos Estados Unidos.
A reversão interrompeu a recuperação observada no pregão anterior e acompanhou a piora do apetite por risco nos mercados internacionais. O Nasdaq recuou mais de 1%, enquanto as tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar o petróleo.
“Ontem, o ativo chegou a atingir US$ 84,8 mil, impulsionado principalmente pelas fortes entradas nos ETFs, mas não conseguiu sustentar o movimento”, afirmou Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin.
No curto prazo, uma recuperação consistente dos US$ 82 mil seria o primeiro sinal de melhora. Acima dessa região, os US$ 85 mil voltariam a representar a principal resistência. Caso a queda continue, os suportes mais próximos aparecem em US$ 80 mil e US$ 77 mil.
Petróleo pressiona, mas ETFs mantêm entrada forte
O petróleo Brent chegou à região dos US$ 113 por barril, maior patamar em cerca de cinco meses, diante do aumento dos ataques a instalações e rotas de transporte de energia no Oriente Médio. Os episódios elevaram as preocupações com possíveis interrupções na oferta global.
A alta da commodity representa um obstáculo para os ativos de risco porque pode pressionar os custos de combustíveis, transportes e produção. Uma inflação mais resistente reduz o espaço para cortes de juros e aumenta a atratividade dos títulos públicos americanos em relação a ativos mais voláteis.
Apesar desse ambiente, os ETFs à vista de Bitcoin receberam US$ 524,8 milhões em recursos líquidos na quarta-feira. Com o resultado, os fundos acumulavam aproximadamente US$ 1,08 bilhão em entradas durante a semana.
Os ETFs permitem que investidores tradicionais obtenham exposição ao Bitcoin por meio do mercado acionário americano. Uma sequência de entradas representa uma fonte adicional de demanda pela criptomoeda e pode ajudar a sustentar os principais suportes.
Mesmo assim, o fluxo positivo não foi suficiente para evitar a queda desta quinta-feira. Segundo Fontes, a reação mostra que a deterioração do cenário geopolítico e a fraqueza das empresas de tecnologia prevaleceram sobre a demanda institucional no curto prazo.
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Solana ativa atualização Alpenglow
A Solana concluiu a ativação do Alpenglow, uma das maiores mudanças de infraestrutura realizadas pela rede. O novo protocolo entrou em funcionamento na rede principal durante a época 1064, iniciada na quarta-feira.
A atualização pretende reduzir o tempo necessário para uma transação atingir sua confirmação definitiva de aproximadamente 12,8 segundos para cerca de 150 milissegundos. A finalidade representa o momento em que uma operação pode ser considerada irreversível pela rede.
Com o Alpenglow, os validadores deixam de registrar cada voto diretamente na blockchain. Essas confirmações passam a ser trocadas entre os participantes e agrupadas em certificados, permitindo que os blocos sejam finalizados em menos rodadas.
Para os usuários, carteiras, taxas e aplicativos continuam funcionando normalmente. A principal diferença deverá aparecer na velocidade percebida em pagamentos, negociações e aplicações financeiras construídas sobre a Solana.
Algumas plataformas poderão apresentar uma redução no número total de “transações” contabilizadas porque os votos dos validadores deixarão de aparecer como operações dentro da blockchain. Essa mudança, porém, não representará necessariamente uma queda na atividade real dos usuários.






