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Dólar à vista fecha em alta de 0,22%, a R$ 5,0384, com exterior ruim e eleição no radar

Dólar à vista fecha em alta de 0,22%, a R$ 5,0384, com exterior ruim e eleição no radar

Moeda americana avançou nesta quinta-feira, acompanhando a aversão global a risco e a valorização do dólar no exterior, enquanto investidores aguardavam nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial

O dólar à vista fechou em alta nesta quinta-feira (22), acompanhando a piora do humor nos mercados internacionais e a valorização da moeda americana diante de diversas divisas, enquanto investidores no Brasil aguardavam uma nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial.

A moeda americana encerrou o pregão com alta de 0,22%, cotada a R$ 5,0384. No acumulado de 2026, o dólar passou a registrar queda de 8,21% frente ao real.

O ambiente externo foi o principal fator de pressão ao longo da sessão. Os principais índices acionários recuaram ao redor do mundo, enquanto o petróleo Brent avançou para acima de US$ 110 por barril, em meio às preocupações com o setor de inteligência artificial e à continuidade dos conflitos no Oriente Médio.

No Brasil, o dólar operou em alta durante praticamente todo o dia, seguindo o viés externo, mas o cenário eleitoral também permaneceu no radar. Os investidores aguardavam a divulgação, no início da noite, de uma nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial.

Pesquisas recentes de outros institutos continuam mostrando o candidato Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora a diferença entre os dois tenha diminuído. Na quarta-feira, a Quaest apontou vantagem de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

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Segundo avaliação citada pela Reuters, o mercado segue majoritariamente precificando uma vitória de Flávio Bolsonaro, ainda que Lula tenha se mostrado mais competitivo na reta final da campanha.

A percepção de parte dos agentes é de que uma eventual vitória de Flávio poderia aumentar as chances de maior controle das contas públicas, embora ainda não tenham sido apresentadas propostas concretas de ajuste fiscal.

No mercado futuro, o contrato de dólar para novembro, o mais negociado na B3, subia 0,34%, a R$ 5,0500, às 17h15.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,03%, aos 101,650 pontos, às 17h08, após ter avançado durante boa parte da sessão. A moeda americana, porém, ainda subia frente a divisas emergentes como o rand sul-africano, a lira turca e o peso chileno.

Com a eleição na reta final, o câmbio deve continuar sensível tanto ao ambiente externo quanto às pesquisas eleitorais e às expectativas para a política fiscal do próximo governo.