O Ibovespa hoje (22) fechou em queda de 1,15%, aos 204.120,12 pontos, pressionado pelas perdas de Vale, siderúrgicas e bancos, além da piora do ambiente internacional. O volume financeiro somou R$ 39,5 bilhões.
O principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre 203.051,87 e 206.493,11 pontos durante o pregão. Foi a segunda queda consecutiva, depois do recuo de 0,86% registrado na quarta-feira (21).
A cautela com o segundo turno da eleição presidencial também pesou sobre os ativos brasileiros. Os investidores aguardavam uma nova pesquisa Datafolha após o levantamento Quaest mostrar Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto, ante 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença estava dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O estreitamento numérico da disputa reduziu parte do otimismo observado nas sessões anteriores com a possibilidade de alternância de poder. As taxas dos juros futuros avançaram, enquanto o dólar comercial subiu 0,22% e terminou o dia cotado a R$ 5,038.
A moeda americana ganhou força diante do real mesmo com o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de divisas de países desenvolvidos, recuando aproximadamente 0,15%.
Vale, bancos e siderúrgicas pressionam o Ibovespa
A Vale (VALE3) ficou entre as principais pressões negativas do índice, com queda próxima de 3,5% nos minutos finais do pregão. As ações acompanharam o minério de ferro, que recuou 1,62% na Bolsa de Dalian, para 669 yuans por tonelada.
O desempenho da commodity também atingiu as siderúrgicas. Durante a tarde, CSN (CSNA3) chegou a cair mais de 6%, enquanto Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) apresentaram perdas expressivas.
Os grandes bancos operaram em bloco no campo negativo. Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) recuaram em uma sessão marcada pela elevação dos juros futuros. O Bradesco ainda divulgaria seu balanço do terceiro trimestre após o fechamento.
Entre as maiores baixas do dia também apareceram MBRF (MBRF3), que perdia cerca de 7% perto do encerramento, e Embraer (EMBJ3), com recuo superior a 5%.
A Petrobras apresentou maior resistência devido à disparada do petróleo. Os papéis preferenciais (PETR4) terminaram próximos da estabilidade, evitando uma contribuição negativa mais intensa para o Ibovespa.
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Wall Street e petróleo ampliam aversão ao risco
O ambiente externo permaneceu desfavorável, principalmente para empresas de tecnologia. O Nasdaq caiu 2,60%, enquanto o S&P 500 recuou 1,21%. O Dow Jones ficou praticamente estável, com avanço de 0,02%.
Os balanços de grandes empresas voltaram a levantar dúvidas sobre os elevados investimentos necessários para sustentar a expansão da inteligência artificial. As preocupações com os custos de financiamento e com a capacidade de retorno desses projetos provocaram uma nova rodada de vendas no setor de tecnologia.
O petróleo acrescentou pressão inflacionária ao cenário. O Brent para dezembro fechou em alta de 4%, cotado a US$ 113,17 por barril. O WTI avançou 2,39%, para US$ 99,47.
A valorização refletiu novas preocupações com a oferta após ataques dos houthis contra a Arábia Saudita e o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. O petróleo mais caro beneficia as produtoras da commodity, mas também reforça o risco de inflação persistente e juros elevados por mais tempo.
Com o resultado desta quinta-feira, o Ibovespa acumulava queda de 0,64% na semana. Apesar da correção recente, o índice ainda avançava 9,54% em outubro e 26,68% em 2026.






