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Ágora reforça posição em fundo de recebíveis e adota postura mais defensiva em carteira de FIIs para junho

Ágora reforça posição em fundo de recebíveis e adota postura mais defensiva em carteira de FIIs para junho

Corretora reduz exposição a shopping centers, amplia participação em fundo de CRIs e diminui o risco da carteira diante da expectativa de juros elevados por mais tempo

A Ágora Investimentos promoveu ajustes em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para junho de 2026, reforçando um posicionamento mais conservador em meio ao cenário de juros elevados.

A principal alteração foi a redução da participação do Hedge Brasil Shopping (HGBS11), cujo peso caiu de 15% para 10% da carteira. Em contrapartida, a corretora aumentou a exposição ao Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), que passou de 25% para 30%.

Carteira fica mais defensiva

Com a mudança, a composição da carteira passou a contar com 15% de exposição ao segmento logístico, 15% a fundos híbridos (lajes corporativas e logística), 20% a shopping centers, 10% a renda urbana e 40% a fundos de papel e hedge funds.

Segundo a Ágora, o ajuste reduziu levemente o risco relativo do portfólio. O beta da carteira passou para 0,92, refletindo uma menor sensibilidade às oscilações do mercado e uma estratégia mais defensiva para o atual ambiente macroeconômico.

KNCR11 foi o destaque positivo em maio

No desempenho de maio, o KNCR11 foi o único fundo a contribuir positivamente para o resultado da carteira. Em sentido oposto, os maiores impactos negativos vieram do Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) e do Bresco Logística (BRCO11).

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A corretora destaca que sua carteira recomendada permanece concentrada entre cinco e dez fundos imobiliários, atualmente são sete ativos, com revisões mensais e divulgação das atualizações até o quinto dia útil de cada mês.

Exposição logística continua relevante

Entre os destaques da seleção está o Bresco Logística (BRCO11), fundo focado em galpões logísticos. O portfólio reúne 14 propriedades e cerca de 591 mil metros quadrados de área bruta locável.

De acordo com a Ágora, 71% das receitas do fundo são provenientes de ativos last-mile, localizados próximos a grandes centros consumidores e estratégicos para operações de comércio eletrônico. Além disso, boa parte dos imóveis está concentrada na região metropolitana de São Paulo e ocupada por empresas com elevado perfil de crédito.

Fundos híbridos buscam estabilidade de receitas

No segmento híbrido, o KNRI11 segue entre as escolhas da corretora por combinar edifícios corporativos e centros logísticos em um único portfólio.

Atualmente, o fundo possui 19 propriedades, sendo 12 edifícios comerciais e sete galpões logísticos. Segundo a Ágora, essa diversificação contribui para maior previsibilidade das receitas de aluguel e reduz a volatilidade dos rendimentos distribuídos aos cotistas.

Aposta maior em fundos de papel

O principal movimento da carteira foi o aumento da participação do KNCR11, reforçando a preferência da corretora pelos fundos de papel em um ambiente de juros elevados.

O fundo direciona seus investimentos principalmente para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao CDI e com perfil de crédito considerado conservador. Atualmente, o portfólio reúne 88 operações e possui patrimônio líquido superior a R$ 10 bilhões.

A estratégia da Ágora também inclui o Kinea Hedge Fund (KNHF11), veículo que investe em diferentes segmentos do mercado imobiliário, incluindo CRIs, cotas de FIIs, imóveis físicos e ações, buscando diversificação e geração de valor no longo prazo.

Shoppings seguem no radar da corretora

Apesar da redução da exposição ao HGBS11, a Ágora mantém uma visão positiva para o segmento de shopping centers.

A carteira continua posicionada em XP Malls (XPML11) e Hedge Brasil Shopping (HGBS11), fundos que, na avaliação da casa, possuem ativos de qualidade e capacidade de apresentar desempenho superior ao mercado.

No caso do HGBS11, a recomendação é sustentada pela baixa alavancagem, indicadores operacionais robustos, forte presença no estado de São Paulo e valuation considerado atrativo. Segundo a corretora, o fundo continua sendo uma das principais apostas entre os FIIs de shopping acompanhados pela equipe de análise.

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