O BTG Pactual promoveu duas alterações em sua carteira recomendada de small caps para junho. As ações da SBF e da Orizon passaram a integrar a seleção, enquanto Vitru e Bradesco Saúde deixaram a carteira.
A estratégia reúne dez empresas consideradas pela equipe de análise do banco como as melhores oportunidades entre as companhias brasileiras de menor capitalização. O portfólio tem como referência o índice Small Caps (SMLL) e contempla empresas com valor de mercado de até aproximadamente R$ 15 bilhões.
Em maio, a carteira registrou queda de 3,6%, desempenho superior ao do Ibovespa, que recuou 7,2%, e ao do SMLL, que caiu 3,7%. No acumulado de 2026, a carteira sobe 2,5%, enquanto o principal índice da Bolsa avança 7,9% e o índice de small caps acumula queda de 1,3%.
SBF e Orizon são as novidades do mês
A entrada da SBF reflete a expectativa do BTG de melhora gradual dos resultados ao longo de 2026. Segundo os analistas, a companhia deve se beneficiar de iniciativas voltadas ao aumento da produtividade das vendas, da expansão dos canais digitais e do ciclo de consumo relacionado à próxima Copa do Mundo.
Já a Orizon passou a integrar a carteira por apresentar, na avaliação do banco, um histórico consistente de alocação de capital e atuação em um setor ainda bastante fragmentado. A equipe de análise destaca que a conclusão da aquisição da Vital poderá gerar sinergias importantes e ampliar a exposição da empresa ao mercado de biometano, segmento considerado de elevado potencial de retorno.
Copasa segue entre as principais apostas
A Copasa permanece na carteira em meio ao avanço do processo de privatização conduzido pelo governo de Minas Gerais.
De acordo com o BTG, a definição do modelo de desestatização representa mais um passo relevante para a companhia e mantém viva a expectativa de que novos catalisadores relacionados ao processo possam surgir nos próximos meses.
O banco também ressalta que as ações continuam negociando a múltiplos considerados atrativos em relação aos ativos regulatórios da empresa.
Sanepar apresenta potencial de reprecificação
Outra empresa do setor de saneamento mantida na carteira é a Sanepar.
Segundo o relatório, a companhia negocia com desconto em relação ao valor regulatório de seus ativos. Para os analistas, uma melhora na eficiência operacional e uma convergência maior entre os resultados efetivos e os parâmetros regulatórios poderiam destravar valor relevante para os acionistas.
A equipe do BTG avalia que o potencial de valorização das ações permanece elevado caso a empresa reduza as ineficiências operacionais e passe a negociar em patamares mais próximos aos observados em outras concessionárias do setor.
Smart Fit mantém tese de crescimento na América Latina
No segmento de consumo, a Smart Fit continua sendo uma das principais recomendações do banco.
A tese de investimento permanece sustentada pela liderança da companhia no mercado latino-americano de academias, pela expansão das margens operacionais e pelo crescimento de negócios complementares, como o TotalPass.
Para o BTG, a empresa continua bem posicionada para capturar oportunidades em um mercado ainda fragmentado e com potencial de consolidação.
Pague Menos aposta em ganhos com medicamentos GLP-1
A Pague Menos também foi mantida na seleção após concluir recentemente um aumento de capital.
Na visão dos analistas, a operação fortalece a estrutura financeira da companhia e abre espaço para novos ganhos de produtividade, além de permitir uma retomada gradual da expansão da rede.
O banco também vê potencial adicional ligado ao avanço da demanda por medicamentos da classe GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade.
3tentos reforça confiança após resultados recentes
Apesar da reação negativa do mercado após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, a 3tentos continua entre as recomendações.
Segundo o BTG, os números apresentados no primeiro trimestre de 2026 ajudaram a recuperar a confiança dos investidores e reforçaram os principais pilares da tese de investimento, baseados em crescimento, rentabilidade e histórico consistente de expansão.
Tenda se beneficia das mudanças no Minha Casa Minha Vida
No setor imobiliário, a Tenda permanece como uma das preferidas da equipe de análise.
O banco avalia que as recentes alterações promovidas no programa Minha Casa Minha Vida aumentaram significativamente a capacidade de compra dos consumidores de baixa renda, público-alvo da companhia.
Além disso, os resultados operacionais entregues ao longo de 2025 reforçaram a percepção de que o processo de reestruturação da empresa vem produzindo resultados concretos.
Banco Pine e Bemobi completam a seleção
O Banco Pine segue na carteira diante da perspectiva favorável para o mercado de crédito consignado privado.
Segundo o BTG, a demanda pela modalidade continua robusta e tem compensado os efeitos das recentes mudanças regulatórias, favorecendo a originação e a rentabilidade da instituição.
Já a Bemobi continua sendo vista como uma oportunidade no setor de tecnologia. Os analistas destacam a combinação de crescimento de receita, rentabilidade elevada e retorno ao acionista, além de uma avaliação considerada descontada em relação aos pares do mercado.
Carteira mantém foco em setores domésticos
Com a nova composição, a carteira de small caps do BTG mantém forte exposição a temas ligados ao mercado doméstico, como saneamento, consumo, habitação popular, agronegócio, tecnologia e serviços ambientais.
Na avaliação do banco, esses segmentos continuam oferecendo oportunidades relevantes de valorização em um ambiente de recuperação gradual da atividade econômica e de melhora das perspectivas para empresas de menor capitalização.






