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Ouro tem pior trimestre em 13 anos, mesmo com fechamento estável nesta terça

Ouro tem pior trimestre em 13 anos, mesmo com fechamento estável nesta terça

Metal precioso acumula a maior queda trimestral desde 2013, após recuo de 11,2% em junho apesar do conflito no Oriente Médio

O ouro encerrou o segundo trimestre com o pior desempenho desde 2013, mesmo tendo fechado praticamente estável nesta terça-feira. O contrato para agosto teve leve queda de 0,01% na sessão, cotado a US$ 4.038,50 por onça-troy na Comex, após oscilar entre uma mínima de US$ 3.958,57 e uma máxima de US$ 4.078,10.

O resultado trimestral marca uma reversão abrupta de tendência. Depois de atingir recordes acima de US$ 5.500 por onça-troy nas primeiras semanas do ano, o ouro entrou em uma forte correção ao longo do segundo trimestre, perdendo mais de US$ 1.400 em valor no período.

Recordes de janeiro dão lugar à correção

O movimento de alta que levou o metal às máximas históricas começou ainda em 2025 e se intensificou no início de 2026, em meio à demanda por proteção contra incertezas econômicas e geopolíticas. A partir de fevereiro, porém, o ouro passou a ceder terreno de forma consistente, com sucessivas semanas de queda interrompidas apenas por recuperações pontuais.

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Em junho, a correção se acentuou. O metal precioso caiu 11,2% no mês, o pior resultado mensal da série recente, levando a cotação de volta à faixa dos US$ 4 mil, patamar não visto desde o início da escalada de preços.

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Conflito no Oriente Médio não sustenta preço

A tensão geopolítica no Oriente Médio e as preocupações com os impactos da escalada sobre a inflação global não foram suficientes para sustentar o ouro acima de US$ 5 mil. O ativo, tradicionalmente procurado como proteção em períodos de instabilidade, não respondeu ao conflito com a mesma intensidade observada em ciclos anteriores de aversão a risco.

O descolamento entre a tensão geopolítica e o desempenho do metal reforça a leitura de que o movimento de correção tem raízes também técnicas, após uma valorização considerada esticada nos primeiros meses do ano. Investidores que haviam buscado o ouro como proteção em um cenário de juros elevados passaram a realizar lucros à medida que o rali perdia força.

Para o terceiro trimestre, o mercado deve seguir monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e os dados de inflação global, fatores que podem determinar se o ouro encontra um piso na faixa atual ou se a correção se estende.