O mercado de trabalho formal perdeu força em maio, segundo dados do Caged divulgados nesta terça-feira (30). O Brasil criou 72.960 vagas com carteira assinada no período, resultado inferior às expectativas do mercado, que projetavam abertura de aproximadamente 120 mil postos de trabalho. O desempenho também ficou abaixo das 85.888 vagas registradas em abril.
O resultado faz de maio de 2026 o mês de pior desempenho para o período desde 2020, indicando uma desaceleração na geração de empregos formais em meio a um ambiente de juros elevados e atividade econômica mais moderada.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Caged aponta saldo positivo de 767,3 mil vagas criadas. Apesar de permanecer no campo positivo, o número representa o menor resultado para o intervalo entre janeiro e maio desde 2020, reforçando a perda de ritmo observada ao longo do ano.
Serviços: principal responsável pela geração
Entre os setores da economia, o segmento de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em maio, com saldo positivo de 45.655 vagas. O desempenho confirma a importância do setor na sustentação do mercado de trabalho formal, mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador.
A construção civil também apresentou desempenho relevante, com abertura de 12.096 postos de trabalho. A agropecuária contribuiu com saldo positivo de 10.205 vagas, enquanto a indústria gerou 4.974 novos empregos no mês.
Já o comércio praticamente ficou estável, com a criação de apenas 40 vagas formais, indicando um ambiente de menor dinamismo para o setor após o avanço registrado em meses anteriores.
O desempenho abaixo das projeções reforça a percepção de moderação no mercado de trabalho brasileiro. Embora o saldo permaneça positivo, a desaceleração observada pelo Caged pode influenciar as expectativas para a atividade econômica nos próximos meses, especialmente em um contexto de condições financeiras ainda restritivas e crescimento mais gradual da economia.
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