O desempenho do Ibovespa hoje foi marcado por realização de lucros no encerramento de junho e do primeiro semestre de 2026. O principal índice da bolsa brasileira fechou em queda de 0,68%, aos 172.024 pontos, após oscilar entre a mínima de 170.538 pontos e a máxima de 173.204 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 22,1 bilhões.
Com o resultado, o Ibovespa encerrou junho com perda acumulada de 1%. Apesar do recuo no mês, o índice ainda registra valorização de 6,76% no acumulado do primeiro semestre, refletindo o desempenho positivo observado ao longo dos primeiros meses do ano.
O movimento ocorreu em contraste com o mercado norte-americano, que fechou o pregão em alta e encerrou o primeiro semestre em tom positivo. Em Wall Street, o índice Dow Jones avançou 0,26%, encerrando em nível recorde de 52.319,20 pontos. Já o S&P 500 subiu 0,79%, enquanto o Nasdaq Composite registrou ganho de 1,52%.
Mercado internacional
O principal destaque nos Estados Unidos ficou por conta das empresas de tecnologia, especialmente do setor de semicondutores. As ações da Nvidia avançaram 2,6%, enquanto AMD disparou 7,7% e Intel ganhou 6%. O ETF VanEck Semiconductor acumulou alta superior a 3% no dia, ampliando para 82% sua valorização em 2026.
O desempenho das bolsas norte-americanas foi impulsionado pela continuidade do otimismo com o setor de inteligência artificial, que segue sustentando os papéis ligados à fabricação de chips e infraestrutura tecnológica.
Primeiro semestre positivo
Segundo análise do Bradesco BBI, os mercados internacionais encerraram o primeiro semestre em tom positivo, impulsionados principalmente pelo desempenho das ações de tecnologia em Nova York e por indicadores sólidos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, fatores que reforçaram a percepção de resiliência da economia norte-americana.
O banco observa que o movimento ocorreu mesmo diante de uma acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e do dólar. No mercado de commodities, o petróleo recuou com a melhora das perspectivas de oferta global, enquanto o minério de ferro apresentou leve alta, em um ambiente de volatilidade influenciado por sinais mistos sobre a demanda da China.
Na avaliação do Bradesco BBI, o mercado brasileiro seguiu na direção oposta à das bolsas internacionais. O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,68%, aos 172.024 pontos, movimentando R$ 22,1 bilhões em volume financeiro. Para o banco, o desempenho refletiu a continuidade das preocupações fiscais e uma postura mais cautelosa dos investidores em relação à trajetória da dívida pública.
Apesar do suporte parcial proporcionado pela valorização do minério de ferro, o índice permaneceu pressionado pela realização de lucros em setores de maior peso e pela falta de novos catalisadores. No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,22%, para R$ 5,16, acompanhando o ambiente externo, enquanto a curva de juros apresentou fechamento ao longo de toda a estrutura de vencimentos.
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