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Jolts: Mercado americano cria 7,6 milhões de vagas em maio

Jolts: Mercado americano cria 7,6 milhões de vagas em maio

resultado veio acima da expectativa do mercado, que projetava 7,3 milhões de vagas abertas no mês, reforçando a percepção de resiliência

O número de vagas de emprego nos Estados Unidos ficou estável em 7,6 milhões em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS). O resultado veio acima da expectativa do mercado, que projetava 7,3 milhões de vagas abertas no mês, reforçando a percepção de resiliência do mercado de trabalho americano.

A taxa de vagas em aberto também ficou inalterada, em 4,6%. O setor de comércio atacadista foi o principal responsável pelo avanço pontual, com aumento de 71 mil vagas. Os demais setores não apresentaram variações significativas na comparação mensal.

As contratações também permaneceram estáveis, em 5,2 milhões, com taxa de 3,3%. O governo federal foi o destaque positivo, com alta de 11 mil contratações no período. O total de desligamentos mudou pouco, somando 5,1 milhões, com taxa estável em 3,2% — sinal de que o mercado de trabalho segue em equilíbrio, sem sinais de deterioração abrupta.

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Dentro dos desligamentos, os pedidos voluntários de demissão (quits) somaram 3,1 milhões, com taxa estável em 1,9%, e também tiveram leve alta no governo federal, com mais 4 mil pedidos.

Demissões e dispensas involuntárias ficaram em 1,7 milhão, com taxa de 1,1%, registrando queda no setor de artes, entretenimento e recreação, com recuo de 42 mil vagas. Outros tipos de desligamento — incluindo aposentadoria, morte, invalidez e transferências — somaram 328 mil, sem alteração relevante.

Os dados de abril foram revisados para baixo nas vagas de emprego, de 7,6 milhões, enquanto as contratações foram revisadas para cima, em 99 mil, alcançando 5,2 milhões. O total de desligamentos também foi revisado para cima em 60 mil, somando 5,0 milhões.

O número de vagas acima do esperado pelo mercado deve reforçar a leitura de que o mercado de trabalho americano segue aquecido, fator que tende a manter o Federal Reserve cauteloso quanto a eventuais cortes de juros nos próximos meses.