A queda no preço do ouro se reflete em empresas como a Aura Minerals (AURA33), que teve suas estimativas de Ebitda reduzidas pelo banco Safra, que agora projeta algo em torno de US$ 1,031 bilhão para este ano, uma queda de 5%. Porém, para o próximo ano, o banco de investimentos elevou a projeção para US$ 1,506 bilhão.
Isso se confirmou na sessão desta quinta-feira, quando o metal fechou em queda, pressionado pela valorização do dólar e pela forte alta dos preços do petróleo, em meio ao aumento das incertezas geopolíticas envolvendo o Irã.
No fechamento, o contrato do ouro para junho recuou 0,61%, negociado a US$ 4.724,00 por onça-troy na Comex.
Preço-alvo revisado
A incorporação de novos relatórios técnicos e de reservas levou à revisão do preço-alvo da AUGO para o fim de 2026, que passou de US$ 102,5 para US$ 110 por ação. No entanto, a atualização trouxe ganhos limitados em termos de valor adicional, ao mesmo tempo em que indica uma geração de caixa mais fraca no curto prazo.
As ações da companhia acumulam alta de cerca de 94% no ano e avanço de aproximadamente 12% desde a última revisão, no início de março, superando com folga os principais ETFs do setor, como o VanEck Gold Miners ETF (GDX), que sobe cerca de 10% no período, e o VanEck Junior Gold Miners ETF (GDXJ), com alta de 11%.
Os novos documentos — incluindo o formulário de informações anual (AIF, na sigla em inglês) e relatórios técnicos atualizados — ampliaram a transparência sobre os ativos da empresa. Ainda assim, não trouxeram mudanças relevantes na avaliação estrutural, além de apontarem para menor geração de fluxo de caixa livre (FCF, ou caixa gerado após investimentos) no curto prazo.
A estimativa de longo prazo para o preço do ouro foi mantida em US$ 4.840 por onça, nível cerca de 2% acima do preço atual de mercado (spot). Para 2026, a projeção é de US$ 4.768 por onça, enquanto para 2027 a expectativa é de US$ 5.200 por onça.
Com isso, os rendimentos de fluxo de caixa livre (FCF yield, indicador que mede o retorno de caixa em relação ao valor de mercado da empresa) devem permanecer mais baixos, em torno de 3% entre 2026 e 2027. Segundo a análise, esse patamar reduz a atratividade relativa do valuation (avaliação de valor da empresa) frente a concorrentes, o que pode limitar novos fluxos de investimento caso o preço do ouro continue em alta.
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