O Brasil caiu posições no ranking de ofertas de ações de países emergentes. De acordo com dados da consultoria Dealogic, as ofertas de ações de empresas brasileiras, incluindo as vendas em blocos (“block trades” no jargão do mercado), movimentaram US$ 2,1 bilhões. Esse volume coloca o país na sétima posição entre as economias em desenvolvimento. Os dados consideram o acumulado do ano até o último dia 14.
Um dos motivos para a queda do Brasil é a desaceleração do ritmo de atividade no mercado de renda variável no país. Atualmente, a lista é liderada pela Índia, com US$ 21,5 bilhões, seguida pela China, com US$ 19,7 bilhões. A participação do Brasil no total dos mercados emergentes foi de 0,8%.
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Desempenho do Brasil no ranking dos emergentes
Em 2022, o Brasil ocupava a quarta posição, atrás de China, Índia e Coreia do Sul, de acordo com a Dealogic. Em 2023, ano que foi fraco para a indústria, o país subiu para o terceiro lugar entre os emergentes, com um volume de ofertas de ações de US$ 9,5 bilhões no ano.
Agora, o Brasil completará três anos sem nenhuma estreia local na Bolsa de Valores, e a percepção é de que as ofertas iniciais de ações (IPOs) serão retomadas apenas em 2025. Além disso, neste ano, o volume financeiro das emissões caiu 50% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Razões para o cenário brasileiro
Um dos motivos que têm contribuído para esse cenário é a volatilidade do mercado brasileiro e a falta de visibilidade em relação à saúde fiscal do país, segundo fontes consultadas pelo Valor. Esses fatores têm aumentado a aversão ao risco, afastando até mesmo as ofertas de empresas já listadas, conhecidas como “follow-ons” ou subsequentes.
Outro fator que tem afastado novas operações, segundo a reportagem, é a performance negativa das ações das empresas que realizaram suas ofertas subsequentes neste ano, o que significa que os investidores perderam dinheiro com a compra desses papéis.
Oferta da Sabesp
Até agora, a única oferta esperada para este ano é a privatização da Sabesp, que pode movimentar mais de R$ 15 bilhões. A operação deverá envolver um investidor estratégico adquirindo uma parte significativa das ações. O processo está sendo meticulosamente planejado para mitigar os efeitos da volatilidade do mercado. Caso haja uma resposta positiva, espera-se uma melhoria na atividade no segundo semestre.






