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Taxa de desemprego cai a 5,6% em maio, diz IBGE

Taxa de desemprego cai a 5,6% em maio, diz IBGE

População subutilizada recua 11,3% no ano, chegando a 15,1 milhões de pessoas, enquanto desalentados atingem 2,4 milhões

O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, queda de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior (6,2%), segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (26). O número veio em linha com o esperado pelo mercado.

O resultado representa estabilidade frente ao trimestre encerrado em fevereiro de 2026 (5,8%) e consolida o mercado de trabalho brasileiro em patamar historicamente favorável.

A população desocupada somou 6,1 milhões de pessoas, recuando 9,3% na comparação anual — o equivalente a 624 mil pessoas a menos sem emprego. Entretanto, a força de trabalho cresceu 381 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, chegando a 108,8 milhões de trabalhadores entre ocupados e desocupados.

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Ocupação cresce e subutilização recua

A população ocupada atingiu 102,7 milhões de pessoas, com alta de 0,5% no trimestre (558 mil pessoas a mais) e crescimento de 0,8% no ano (840 mil pessoas). O nível de ocupação — percentual de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar — ficou em 58,6%, estável na comparação anual e com leve avanço de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior.

A taxa composta de subutilização recuou para 13,3%, queda de 0,8 ponto percentual no trimestre e de 1,6 ponto percentual no ano. A população subutilizada caiu 5,7% no trimestre — menos 920 mil pessoas — e recuou 11,3% no ano, com redução de 1,9 milhão de trabalhadores nessa condição.

A população desalentada — aqueles que desistiram de procurar emprego — somou 2,4 milhões de pessoas, recuo de 10,2% no trimestre e de 14,6% no ano. O percentual de desalentados caiu para 2,2%, a menor taxa desde o início da série, evidenciando melhora estrutural no mercado de trabalho.

Informalidade recua e renda cresce no ano

A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, ou 38,3 milhões de trabalhadores, com leve queda em relação ao trimestre anterior (37,5%) e ao mesmo período do ano anterior (37,8%).

Os setores que mais puxaram a geração de empregos no trimestre foram Transporte e armazenagem (alta de 3,0%, 177 mil pessoas) e Administração pública, saúde e educação (alta de 3,1%, 591 mil pessoas).

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.726, estável no trimestre e com crescimento de 4,0% no ano. A massa de rendimento real habitual somou R$ 377,7 bilhões, com alta de 4,8% na comparação anual — equivalente a R$ 17,3 bilhões a mais na renda dos trabalhadores brasileiros.

Entre os destaques de remuneração no ano estão os trabalhadores de Outros serviços (alta de 12,3%) e de Transporte e armazenagem (alta de 5,7%).