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Tesla (TSLA34): vale a pena investir no BDR da empresa de Elon Musk?

Tesla (TSLA34): vale a pena investir no BDR da empresa de Elon Musk?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

29 Nov 2021 às 20:40 · Última atualização: 24 Ago 2022 · 8 min leitura

Redação EuQueroInvestir

29 Nov 2021 às 20:40 · 8 min leitura
Última atualização: 24 Ago 2022

A fabricante de veículos elétricos Tesla está à frente de um negócio que deve ser o futuro do transporte nas grandes cidades, especialmente pelas preocupações crescentes com ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa).

A companhia, que tem como CEO o bilionário Elon Musk, vem acumulando números muito positivos. No terceiro trimestre, o lucro líquido aumentou 131%,na quinta alta seguida.

Em outubro de 2021, a empresa ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão de valor de mercado.

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BDRs: opção de investir na Tesla

No Brasil, a fama da Tesla também se confirma nas movimentações dos papéis chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts, que são valores mobiliários emitidos no Brasil, que possuem como lastro ativos, geralmente ações, emitidos no exterior.

Por aqui, os papéis da Tesla ocupam a posição de quarto BDR mais procurado.

De acordo com um relatório da B3 que apresenta os resultados de 22 de outubro a 5 de novembro, a Tesla teve 4,408 milhões de ativos negociados na bolsa brasileira. E perde apenas para Google, Mercado Livre e Apple.

Para quem tem interesse em investir em BDRs da Tesla, o código de negociação na B3 é o TSLA34.

Valorização dos BDRs da Tesla

Os BDRs da Tesla (TSLA34) começaram 2020 cotados a R$ 120,46. Chegaram a um pico de R$ 216 em 4 de novembro, mas recuaram para R$ 195 até 24 de novembro.

Em 2020 os BDRs foram desdobrados em 5 por 1 para que ficassem mais acessíveis a todo tipo de investidor.

Em todo o ano de 2021 os BDRs de Tesla tiveram valorização de 62%.

As ações da Tesla são negociadas em Nova York na Nasdaq. E por lá, apresentam valorização de 52% de janeiro a 24 de novembro de 2021. Os papéis foram de US$ 729 para impressionantes US$ 1.116. No início de 2020 os papéis eram cotados a US$ 88.

A polêmica dos bitcoins e Musk

Elon Musk mostrou que, como diz o velho jargão popular, “não dá ponto sem nó”. Em fevereiro, exatamente 10 dias depois de comentar no Twitter a possibilidade de adotar o bitcoin como meio de pagamento pelos produtos da empresa,  ele voltou a colocar a criptomoeda em evidência.

Nesta segunda-feira (8), a Tesla anunciou a compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoins.

A queda dos bitcoins também fez a empresa se movimentar. O CEO da Tesla surpreendeu e anunciou, via Twitter, que a empresa “suspendeu a compra de veículos usando bitcoin”.

Considerado um dos principais incentivadores da criptomoeda, que explodiu em valorização após a Tesla anunciar a compra de US$ 1,5 bilhão do ativo, ele justificou a mudança de rumo devido à preocupação com o “uso crescente de combustíveis fósseis para mineração de bitcoin”. O preço do bitcoin caiu cerca de 5% nos primeiros minutos após o anúncio de Musk.

Mas depois Musk voltou atrás e afirmou que a Tesla voltaria a aceitar bitcoin.

Em novembro, ele disse que continua investindo em criptoativos e, em um evento chamado The B Word, afirmou que os únicos grandes investimentos pessoais que possui fora de suas empresas Tesla e SpaceX estão em bitcoin, ethereum e dogecoin. Ele ainda disse que a Tesla e a SpaceX também possuem bitcoin.

Números da Tesla

A Tesla tem mercado certo no futuro, como apontam os especialistas, já que as questões ambientais batem à porta.

No entanto, o desafio da empresa, hoje, é tornar os veículos elétricos mais acessíveis ao grande público.

Ela também tem adiante o crescimento da concorrência, especialmente chinesa.

Em setembro de 2021, pela primeira vez na história, o carro mais vendido da Europa foi um veículos elétrico. Foi também o primeiro carro produzido fora do continente europeu esta alcançar a posição. E a conquista foi feita pela Tesla com o Model 3, que ficou à frente, em setembro, de modelos tradicionalmente líderes, como Renault Clio e Volkswagen Golf.

No terceiro trimestre de 2021 a Tesla (TSLA34) divulgou resultados recordes.

A companhia somou lucro líquido atribuído aos acionistas de US$ 1,62 bilhão, crescimento de 389% ante 2020, quando o lucro foi de US$ 331 milhões. O resultado foi o maior desde pelo menos cinco trimestres.

O lucro por ação ajustado no período ficou em US$ 1,86, acima dos US$ 1,45 registrados no trimestre imediatamente anterior, e melhor do que os US$ 1,59 esperados por analistas consultados pela Refinitiv.

A receita total da Tesla no trimestre cresceu 57% na base anual, para US$ 13,75 bilhões.

História da empresa

Apesar de a Tesla sempre remeter à figura folclórica de Musk, não foi ele quem fundou a empresa. Ela nasceu em 2003 a partir do trabalho de dois colegas: Martin Eberhard e Marc Tarpenning.

Os dois fundaram a startup em Palo Alto, na Califórnia. E a batizaram em homenagem a Nikola Tesla, cientista com diversos estudos ligados à corrente elétrica e ao fornecimento de energia. Segundo eles, Tesla não recebeu o merecido reconhecimento da história.

Mas o começo não foi financeiramente fácil. Foi longo o percurso até chegar à conclusão de que o melhor modelo de veículo não poluente seria o elétrico.

Eis que aí entra Elon Musk na história. Foi dele o primeiro aporte financeiro da Tesla, de US$ 7,5 milhões de dólares, em 2004. Musk passaria a presidir o conselho da empresa. Hoje, é CEO.

A história de Musk

Musk nasceu em 1971, na África do Sul, filho de uma modelo e nutricionista e de um engenheiro. Na infância, Musk era adepto de livros e computadores e diz que sofria bullyng na escola. Aos 12 anos, já programava seus próprios jogos eletrônicos.

Aos 17 anos, ele decidiu estudar física e economia na Queen’s University, em Ontário, Canadá. De lá, mudou-se para os Estados Unidos.

A primeira empreitada no mundo dos negócios foi junto ao irmão, fundando a Zip2, uma plataforma com informações online vendidas para jornais. O negócio foi vendido por cerca de US$ 300 milhões, quando Musk tinha apenas 28 anos de idade.

Já milionário, ele seguiu empreendendo, até chegar à PayPal, fintech de meios de pagamento. Em 2002, quando o Ebay comprou a PayPal, Musk vendeu sua participação de 11% por US$ 165 milhões. E com este dinheiro investiu na Tesla. Segundo conta, ele decidiu que era hora de focar na “sobrevivência da espécie humana”.

O mais rico do mundo

Personagem bastante folclórico, Musk foi apelidado de “Homem de Ferro”. E serviu de inspiração para o ator Robert Downey Jr. quando este interpretou o personagem Iron Man nos cinemas. Musk, não poderia deixar de ser, até fez ponta no filme “Homem de Ferro 2”.

A fortuna do CEO da Tesla é avaliada em US$ 288 bilhões. No ranking de bilionários da Bloomberg, ele é o primeiro colocado.

Já o criador da Amazon, Jeff Bezos, ocupa o segundo lugar, com US$ 206 bilhões. Depois vem Bernard Arnault, com US$ 173 bilhões, e Bill Gates, com US$ 138 bilhões.

Por que investir em BDRs?

Desde 22 outubro de 2020, os BDRs da Tesla estão disponíveis na B3 para todo investidor interessado. Até então, eles eram reservados apenas para investidores qualificados, ou seja, aqueles com mais de R$ 1 milhão em investimentos.

A grande vantagem para o investidor é que, ao adquirir um BDR, ele passa indiretamente a deter papéis da companhia com sede em outro país, sem que para isso tenha que realizar os trâmites de um investimento internacional.

O BDR funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir na Tesla?

Para adquirir BDRs da Tesla, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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