A RD Saúde (RADL3) lucrou R$ 432,7 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 7,4% em um ano, com receita bruta de R$ 12,778 bilhões e avanço de 18,3%.
O Ebitda ajustado, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 1,017 bilhão, com crescimento de 17,9% e margem estável em 8,0%. Sem a 4Bio, vendida no período, o lucro ajustado subiu 23,4%.
A rede encerrou junho com 3.687 farmácias, 76 delas inauguradas no trimestre. A fatia nacional de mercado subiu 1,7 ponto percentual, para 19,7%, com ganhos em todas as regiões do país.
Digital já responde por 31% do varejo
Os canais digitais faturaram R$ 3,9 bilhões, alta de 52,2% na comparação anual, e passaram a representar 31,0% das vendas do varejo. O aplicativo concentrou 83% desse volume.
“A digitalização amplifica o gasto por cliente, com os clientes assíduos digitalizados gastando 30% a mais do que a média dos assíduos”, escreveu a administração da RD Saúde no relatório de resultados.
O lucro bruto somou R$ 3,696 bilhões, com margem de 28,9% e contração de 0,1 ponto percentual. Os medicamentos GLP-1, usados contra obesidade e diabetes, têm margem menor e puxaram o indicador para baixo.
Alavancagem cai para 0,8 vez o Ebitda
O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 550 milhões, contra saída de R$ 60,8 milhões um ano antes. A alavancagem recuou 0,5 vez, para 0,8 vez o Ebitda dos últimos 12 meses.
“Ainda esperamos uma geração de caixa adicional ao longo do tempo em função da recuperação do ICMS-ST sobre os estoques em SP”, apontou a companhia, referindo-se ao imposto pago antecipadamente na cadeia.






