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Vivara cai 3% após balanço e Safra mantém recomendação neutra

Vivara cai 3% após balanço e Safra mantém recomendação neutra

Vendas brutas somaram R$ 1,070 bilhão, alta de 11% em um ano, ritmo abaixo dos 14% registrados no 1º trimestre de 2026

As ações da Vivara (VIVA3) caem 3% nesta quinta-feira (6) em reação ao balanço do 2º trimestre de 2026, que veio amplamente em linha com o projetado pelo Safra. A receita ficou um pouco abaixo da estimativa e a rentabilidade, um pouco acima.

As vendas brutas somaram R$ 1,070 bilhão, avanço de 11% em doze meses, contra 14% no trimestre anterior. O banco atribui a desaceleração ao calendário e ao efeito da Copa do Mundo. A receita líquida cresceu 9,5%, ritmo bem distante dos cerca de 17% registrados ao longo de 2025.

A bandeira Life segue como o principal motor, com alta de 16% e participação de 23% no total vendido. As lojas físicas avançaram 9%, resultado das 45 unidades Life abertas nos últimos doze meses e de um crescimento de 4,3% nas vendas em mesmas lojas da divisão.

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Margem bruta cede menos que o esperado

A margem bruta ficou em 71,7%, retração de 60 pontos-base em um ano, mas 110 pontos-base acima do projetado. Sustentaram o número a estratégia multimetal, a inovação no mix de produtos, o hedge natural dos estoques e ganhos de eficiência fabril.

“Isso pode indicar um ponto de inflexão na rentabilidade nos próximos trimestres, conforme o ritmo mais lento de produção começa a normalizar em relação ao ano passado”, escreveram Vitor Pini, Renan Sartorio e Tales Granello, do Safra.

O Ebitda ajustado somou R$ 240 milhões, com margem de 28,7%, 30 pontos-base acima da projeção da casa e 230 pontos-base abaixo do ano anterior. Despesas maiores com pessoal, marketing e frete explicam parte da diferença. O lucro líquido chegou a R$ 160 milhões, alta de 3,8%.

Estoques seguem no centro das atenções

“Os dias de estoque melhoraram na comparação anual, mas permaneceram elevados em 582 dias, o que deve continuar sendo um ponto de atenção para os investidores”, apontaram os analistas.

Do lado do balanço, a alavancagem mostrou melhora sequencial. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 140 milhões, equivalente a 0,2 vez o Ebitda.

“Até que vejamos sinais mais claros de melhora e maior visibilidade sobre níveis sustentáveis de margem bruta no médio e longo prazo, mantemos nossa recomendação neutra”, concluíram Pini, Sartorio e Granello.