A Riachuelo (RIAA3) entregou um 2º trimestre de 2026 acima das estimativas do Bradesco BBI, com Ebitda ajustado 5% superior ao projetado pelo banco. A expansão da margem bruta explica o desempenho.
As vendas nas mesmas lojas (SSS, ou same store sales) de vestuário cresceram 7,8%, número que coloca a varejista à frente das concorrentes do setor.
A margem bruta de mercadorias avançou 320 pontos-base na comparação anual. O ganho foi suficiente para absorver despesas e provisões maiores no período.
Caixa negativo e estoques mais pesados
A geração de caixa ficou negativa em R$ 291 milhões no trimestre. Pesaram a antecipação do capex no centro de distribuição de Guarulhos e a piora do capital de giro.
“Os estoques apresentaram uma deterioração de 16 dias em comparação anual, uma dinâmica que ainda demanda monitoramento por parte do mercado”, escreveram Pedro Pinto e Flávia Meireles, do Bradesco BBI.
Execução valida o plano apresentado a investidores
“O resultado reforça a consistência da execução da companhia em seus segmentos principais e valida a estratégia apresentada em seu recente dia do investidor”, apontaram os analistas.
A leitura vem acompanhada de ressalvas. O banco mantém cautela com o varejo brasileiro e com o ciclo de estoques, dois pontos que seguem no radar ao longo do segundo semestre.
“Vemos a Riachuelo consolidando maior visibilidade de lucros frente aos últimos anos”, concluiu Pedro Pinto.
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