A Porto (PSSA3) deve reportar lucro líquido recorrente consolidado de R$ 853 milhões no 2º trimestre de 2026, projeta a Genial Investimentos. O número representa queda de 11,0% ante o trimestre anterior e de 2,9% em doze meses, com retorno sobre o patrimônio de 21,4%.
Três fatores explicam a retração na comparação anual: a sinistralidade sazonalmente mais forte no Saúde, o avanço das perdas de crédito e o crescimento das despesas administrativas, todos em ritmo superior ao das receitas totais.
“Esperamos um trimestre operacionalmente mais fraco para a Porto, com desempenho sequencial pressionado em todas as verticais de negócio“, escreveram Eduardo Nishio e Alan Frydman, da Genial Investimentos.
Na Porto Seguro, a projeção é de lucro de R$ 464 milhões, praticamente estável no trimestre e 6,9% acima de um ano atrás, com retorno de 31,7%. Os prêmios emitidos devem somar R$ 5,8 bilhões, alta de 7,8% em doze meses, puxados pela aceleração em automóveis, enquanto o índice combinado sobe levemente, para 89,3%.
“A sinistralidade segue bem controlada, em 51,5%, sustentada por um ambiente de menor frequência de sinistros e por uma postura mais racional dos concorrentes”, apontaram os analistas.
Saúde e banco puxam a queda
A Porto Saúde deve lucrar R$ 131 milhões, recuo de 39,1% no trimestre, ainda que com alta de 24,5% na comparação anual. O índice combinado da vertical salta 8,5 pontos percentuais, para 94,9%, com sinistralidade de 77,0%.
No Porto Bank, a estimativa é de lucro de R$ 196 milhões, com quedas de 7,1% e 3,8% nas comparações trimestral e anual. As perdas de crédito devem alcançar R$ 732 milhões, avanço de 41,0% em um ano, o que leva a margem financeira ajustada ao risco a 2,8%.
As verticais menores completam o quadro. Serviços deve entregar R$ 41 milhões e Demais Negócios, R$ 20 milhões, com forte retração sequencial por conta de despesas operacionais maiores. Já o resultado financeiro consolidado tende a somar R$ 409 milhões, alta de 33,4% no trimestre.
“Diferentemente do 1º trimestre de 2026, o trimestre não deve ser impactado por rolagens de títulos, o que explica a forte alta na visão sequencial”, disse Eduardo Nishio.
Recomendação de compra mantida
Para o ano cheio, a casa trabalha com lucro líquido recorrente consolidado de R$ 3,7 bilhões, avanço de 6,6% sobre 2025. A piora nas perdas de crédito do banco não mudou a leitura sobre a companhia.
“Seguimos vendo a Porto como nossa principal escolha no setor de seguros e reiteramos nossa recomendação de compra”, concluíram Nishio e Frydman.






