A Vivara (VIVA3) lucrou R$ 156,7 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 0,9% sobre o mesmo período do ano passado. Em bases comparáveis, que isolam a subvenção e itens não recorrentes, o ganho chega a 25,8%.
A receita bruta líquida de devoluções somou R$ 1,072 bilhão, avanço de 10,5%. O calendário de feriados e a Copa do Mundo tiraram 2,0 pontos percentuais do fluxo de clientes nos shoppings, e sem esses efeitos o crescimento seria de 12,5%.
Joias, cerca de metade das vendas, cresceram 11,9%, com Prata Vivara e Prata/Ouro saltando de 6,8% para 10,3% da categoria. Relógios subiram 18,2% e Life, 5,6%. O canal digital avançou 21,2%, para R$ 153,5 milhões.
Margem bruta resiste à alta dos metais
O lucro bruto chegou a R$ 597,7 milhões, alta de 8,8%, com margem de 71,7%. Frente ao 1º trimestre, o indicador ganhou 1,9 ponto percentual, num período de forte valorização do ouro e da prata.
O Ebitda somou R$ 205,4 milhões, alta de 4,9%, e a margem cedeu 1,1 ponto percentual, para 24,7%. As despesas operacionais subiram 10,9%, puxadas por pessoal, marketing e frete, e consumiram 47,2% da receita líquida.
Estoque menor sustenta o caixa
A geração de caixa operacional foi de R$ 147,3 milhões, equivalente a 71,7% do Ebitda do trimestre. O prazo de estoques encerrou junho em 582 dias, 88 a menos que um ano antes, e a dívida líquida recuou para R$ 140,9 milhões.
No trimestre foram abertas 17 lojas, 4 da bandeira Vivara e 13 da Life, levando a rede a 520 pontos de venda ante 469 em junho de 2025. A participação no mercado brasileiro de joias subiu 2,7 pontos percentuais, para 25,4%.
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