A queda das ações da Vale ganhou força no pregão de terça-feira (29). A ação VALE3 recuou 2,18%, a R$ 69,61, e encerrou o dia abaixo de R$ 70 pela primeira vez no ano. Mesmo diante da pressão sobre os papéis, o JPMorgan elevou o preço-alvo da mineradora de R$ 109 para R$ 114 e manteve a recomendação de compra.
Para os ADRs da Vale negociados nos Estados Unidos, o banco também revisou a estimativa, de US$ 21 para US$ 22. A avaliação ocorre em meio à forte alta dos fretes marítimos, que vem pressionando a rentabilidade de produtoras de minério de ferro e levando algumas concorrentes a suspender operações no Brasil.
Vale enfrenta cenário de fretes
Na avaliação do JPMorgan, a Vale está bem posicionada para atravessar o atual ambiente de custos elevados de transporte marítimo. A estrutura logística da companhia e sua escala operacional ajudam a reduzir os efeitos da disparada dos fretes sobre as margens.
O movimento também aumenta a diferença entre a Vale e mineradoras rivais mais expostas ao mercado de frete spot. Segundo o banco, algumas dessas empresas estão suspendendo operações no Brasil diante da deterioração da rentabilidade provocada pelo aumento dos custos.
A visão positiva do JPMorgan ocorre, portanto, mesmo após a forte queda de VALE3 no mercado acionário. A elevação do preço-alvo para R$ 114 representa uma distância relevante em relação ao fechamento de R$ 69,61 na terça-feira.
O banco também considera que a posição competitiva da Vale pode se tornar ainda mais importante caso os custos de transporte permaneçam elevados. Nesse cenário, produtores com maior exposição ao frete e estruturas de custo menos favoráveis tendem a sofrer maior pressão sobre suas margens.
Com a revisão, o JPMorgan mantém a recomendação de compra para Vale, enquanto os investidores acompanham a trajetória do minério de ferro, dos fretes marítimos e os próximos dados operacionais da companhia.
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