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PicPay está no caminho certo, tem bom valuation e excelente potencial de alta, exalta BofA

PicPay está no caminho certo, tem bom valuation e excelente potencial de alta, exalta BofA

Banco americano vê fintech bem posicionada para executar sua estratégia, projeta forte avanço dos lucros em 2026 e destaca que as ações ainda negociam a múltiplos atrativos

O Bank of America (BAC; BOAC34) reiterou recomendação de compra para o PicPay (PICS) e reforçou a leitura de que a companhia segue no caminho certo para entregar seu plano estratégico.

Na visão do banco, a tese para a ação se apoia em três pilares: execução operacional consistente, valuation atrativo e um potencial de valorização expressivo, com preço alvo de US$ 27 ante cotação de US$ 10,73 no fechamento de referência do relatório.

Na prática, o BofA entende que o mercado ainda não precificou plenamente a capacidade de crescimento da fintech. O banco destaca a expansão robusta da carteira de crédito e do volume transacionado em cartões, projeta aceleração dos resultados ao longo de 2026 e avalia que o papel ficou barato após a performance mais fraca das ações.

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Resultados reforçam plano estratégico

O primeiro ponto da tese do BofA é que os resultados do quarto trimestre de 2025 reforçaram a percepção de que o PicPay está conseguindo executar bem sua estratégia. Para o banco, o balanço confirmou que a companhia segue avançando nas principais frentes do plano traçado para os próximos anos.

“Os resultados do quarto trimestre de 2025 confirmam que a PICS segue no caminho certo para executar seu plano estratégico”, escreveu o banco.

Segundo a instituição, a companhia entregou “forte expansão da carteira de crédito, crescimento robusto do TPV e avanço da receita acima da expansão da carteira de empréstimos”.

Os analistas destacaram que esse desempenho mostra não apenas crescimento de escala, mas de evolução da monetização da operação.

Lucro pode acelerar com crédito, cartões e ganho operacional

O segundo pilar da recomendação está na expectativa de crescimento forte dos resultados ao longo de 2026. O BofA segue projetando lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão no período, uma alta de 111% na comparação anual.

No relatório, o banco diz continuar vendo “crescimento forte dos lucros”, sustentado principalmente por quatro vetores. O primeiro é o avanço da carteira de crédito, “liderado por consignado privado e cartões de crédito”.

O segundo é a expansão da NIM, apoiada por maior alavancagem da carteira e pela queda da Selic. Também entram na conta o crescimento das receitas com tarifas, sobretudo com os cartões PicPay, e os ganhos de alavancagem operacional.

Apesar da visão positiva, o banco pondera que há pontos de pressão. Entre eles, estão as despesas com provisões crescendo acima da carteira de crédito, em meio ao peso maior do consignado privado e ao amadurecimento do portfólio, além da menor contribuição das receitas ligadas ao financiamento via Pix com cartões de terceiros.

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Ação parece barata diante do potencial de alta

O terceiro pilar da leitura positiva do banco está no valuation. Após o desempenho mais fraco das ações, o BofA avalia que o mercado passou a precificar o PicPay em níveis que não refletem adequadamente o potencial de crescimento projetado para a fintech.

“Nós continuamos esperando forte crescimento dos lucros, enquanto a ação é negociada a um atrativo múltiplo de 8x P/L projetado para 2026”, destacou o banco.

Nos principais destaques do relatório, a instituição também afirma que “o valuation está atrativo, a 8x P/L projetado para 2026 e 3x P/L projetado para 2027, após o desempenho inferior das ações”.

Com isso, o BofA manteve a recomendação de compra para o papel e reforçou a leitura de que existe uma assimetria favorável para a ação.

Considerando o preço alvo de US$ 27 e a cotação de US$ 10,73 usada como referência no relatório, o upside implícito supera 150%, o que ajuda a explicar por que o banco vê o PicPay como uma tese ainda descontada na Bolsa.