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Tesouro Direto hoje: taxas sobem e IPCA+ 2032 volta a 8,11%

Tesouro Direto hoje: taxas sobem e IPCA+ 2032 volta a 8,11%

O Tesouro Direto hoje opera com alta nas taxas dos principais títulos públicos, com destaque para o IPCA+ 2032, que voltou ao patamar de 8,11% ao ano

O Tesouro Direto hoje (16) opera com alta nas taxas dos principais títulos públicos, devolvendo parte do alívio visto na véspera. O destaque ficou com o Tesouro IPCA+ 2032, que voltou a subir e passou de IPCA + 8,02% para IPCA + 8,11% ao ano.

Por volta das 12h30, o movimento também aparecia entre os prefixados. O Tesouro Prefixado 2029 avançava de 14,25% para 14,34% ao ano, enquanto o Prefixado 2032 subia de 14,25% para 14,31%.

A alta acontece após dois pregões de queda nas taxas, puxados pelo alívio geopolítico com o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã e pela forte baixa do petróleo. Nesta terça-feira, porém, o mercado passou a operar com mais cautela, em meio à alta do dólar, dados fracos do varejo brasileiro e expectativa pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

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Tesouro Direto hoje: IPCA+ volta a abrir prêmio

O movimento mais relevante do dia apareceu nos títulos atrelados à inflação. O IPCA+ 2032 voltou a se afastar da marca de 8%, depois de ter chegado a IPCA + 8,02% na segunda-feira.

Apesar da queda do petróleo no exterior, os juros reais voltaram a subir. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 avançou de IPCA + 7,56% para IPCA + 7,67%, enquanto o IPCA+ 2040 passou de IPCA + 7,26% para IPCA + 7,34%.

Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu de IPCA + 7,35% para IPCA + 7,43%. O IPCA+ 2050 teve uma das maiores altas da sessão, passando de IPCA + 7,02% para IPCA + 7,15%. Já o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 avançou de IPCA + 7,19% para IPCA + 7,28%.

Entre os prefixados, as taxas também voltaram a subir. O Tesouro Prefixado 2029 avançou de 14,25% para 14,34% ao ano. O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,25% para 14,31%.

O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 14,22% para 14,26% ao ano.

Apesar da alta do dia, os prefixados seguem abaixo dos patamares vistos na semana passada, quando o Tesouro Prefixado 2029 chegou a se aproximar da marca de 15%. Ainda assim, o mercado voltou a exigir prêmio maior para carregar títulos públicos, especialmente diante da alta do dólar e da indefinição sobre os próximos passos do Copom e do Fed.

No Tesouro Selic 2031, a taxa ficou praticamente estável, passando de Selic + 0,0743% para Selic + 0,0742%.

Dólar e varejo pesam

No mercado local, o Ibovespa recuava perto de 0,5% por volta do meio-dia, enquanto o dólar comercial subia cerca de 0,9%. Os juros futuros operavam mistos no intradiário, mas os principais vencimentos usados como referência para o Tesouro Direto subiam na comparação com a véspera.

O DI para janeiro de 2029 passou de 14,265% na segunda-feira para 14,35% nesta terça. O contrato para janeiro de 2032 subiu de 14,19% para 14,245%, enquanto o vencimento para janeiro de 2037 avançou de 14,13% para 14,15%.

Além do câmbio, os investidores repercutem os dados do varejo brasileiro. As vendas no varejo caíram 1,5% em abril, no pior resultado para o mês em quase quatro anos.

O mercado segue atento à inflação e ao tom do Banco Central. A decisão do Copom será divulgada na quarta-feira, com expectativa predominante de novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano.

Petróleo cai, mas cautela continua

No exterior, o petróleo voltou a cair com a perspectiva de retomada do abastecimento pelo Estreito de Ormuz. O Brent recuava cerca de 3% por volta das 11h, enquanto o WTI caía mais de 3,5%, atingindo mínimas de três meses.

A queda da commodity reduz parte da pressão inflacionária global, mas não eliminou a cautela do mercado. A China alertou que a próxima fase das negociações entre Estados Unidos e Irã deve ser mais difícil. Além disso, o texto completo do acordo ainda não é conhecido, e a assinatura formal está prevista para sexta-feira, na Suíça.

Nos Estados Unidos, investidores também aguardam a decisão do Federal Reserve. A reunião será a primeira sob comando de Kevin Warsh, e o mercado monitora se o comunicado indicará manutenção dos juros por mais tempo ou abrirá espaço para algum ajuste adicional.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, às 12h30:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,34% ao ano (+0,09 p.p.)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,31% ao ano (+0,06 p.p.)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,26% ao ano (+0,04 p.p.)

Atrelado à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0742% (-0,0001 p.p.)

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,11% (+0,09 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,67% (+0,11 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,34% (+0,08 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,43% (+0,08 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,15% (+0,13 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,28% (+0,09 p.p.)